Bem traçadas linhas marcam antologia Cena Poética 12 organizada por Rogério Salgado

Integrantes da AJEB-MG – Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil de Minas Gerais no Lançamento da antologia Cena Poética 12.

Por Kênia Nicácio 

Cena Poética 12 (Poesia e prosa), primeira edição 2026, de Belo Horizonte -MG, é uma daquelas antologias que você pega pra ler um pouquinho, e não quer mais largar. Cena Poética foi o nome escolhido pelo poeta Rogério Salgado, organizador da antologia, que era o coordenador do Belô Poético, que durou 10 anos. Ele publicou uma série que se chamava Poetas em Cena, e depois que o festival acabou, passou a organizar Cena Poética. Esta é a décima segunda.

Uma das escritoras, Brenda Marques Pena, também jornalista e performer, prestigia a obra entre as páginas 31 e 34. _ É verdade que “a voz não nasce pronta”, antes “sou carne em risco”. Que delicadeza no digitar do poema, ao mesmo tempo, prosa, “sílaba que se abre” (pág. 32).

_ Cena Poética sempre me provoca a escrever poemas para serem interpretados oralmente em saraus, destaca Brenda.

Ela participou de algumas edições. Esta última tem o engajamento dos poetas com relação à violência contra as mulheres, muita relação com o corpo feminino e suas lutas. “É como um grito coletivo”, define a autora.

Como Brenda já é um nome de peso na nossa área profissional, ela expressa, na página 33: “Peso a língua, ao dizer meu nome”. Como tecido áspero, “veste a minha pele”. Como “o sangue que corre sem licença”, você também, Brenda, entra como Irene no Céu, de Manuel Bandeira, com sua poesia pulsante e envolvente.

Quando dizem seu nome, é bem claro que provas “o gosto antes de aceitar” (pág. 34). Muitíssimo bem traçadas linhas. Vocês, poetas e prosadores, merecem palmas.