Fórum da Música de Minas Gerais tem etapa regional em Ipatinga


Por Kênia Nicácio

Num estilo roda de conversa músicos e agentes culturais se reuniram em Ipatinga nesta quinta-feira, 9 de julho.

O mediador foi o técnico de som, baterista e produtor cultural Lucas Mortimer, também candidato a deputado federal, pelo Psol-MG.

“Foi o segundo encontro desse pessoal de responsa, neste ano”, segundo Mortimer. O primeiro ocorreu na Galeria Olho em Timóteo-MG.

Com que finalidade? Implementar o processo de regionalização do Fórum Música Minas e descentralizar esta área da grande Belo Horizonte (capital que já se conecta há muito tempo neste sentido) e cobrar atenção dos órgãos públicos — secretarias de cultura – para projetos culturais e políticas públicas para a  cultura e a música.

Além de apresentar o projeto Música Minas – memória, presença e futuro, o evento foi “importante para causar discussões, que não são pautadas, em função do relaxamento casual capitalista que vivemos no Vale do Aço”, segundo Lucas Alvarenga, dono da Casa Ganja Horto, onde foi realizada a roda de conversa.

Os participantes tiveram a oportunidade de se apresentarem e dizerem quem e o que estavam representando. Cada um teve lugar de fala, de modo respeitoso e descontraído.

Teve início, pois, um movimento que estava “adormecido e, agora, é só prosperidade”, expressou Deborah Braga, produtora cultural. “As lutas, angústias compartilhadas fizeram parte do que iniciou-se no coletivo”, para a produtora cultural Jaqueline Costa Lage, que se disse contente com a proposta de Mortimer de regionalizar o Fórum:“Ajuda muito, é super válido” o fato do Mortimer se colocar à frente desse trabalho, de a cultura ocupar espaços como o federal também e propor que o debate das questões relativas à música e à cultura seja ampliado no Vale do Rio doce (Vale do Aço)”.

Alvarenga ainda pensa que “é necessário curar as raízes da cultura e transformar o que há, hoje, numa coisa que a gente idealiza. Que esta energia boa que o Mortimer provocou traduza-se em atitudes”.

A jornalista, produtora cultural e pré-candidata à Deputada Estadual (Psol-MG) Brenda Marques Pena associada fundadora do Instituto Imersão Latina destaca que  “a cultura não se faz apenas nos palcos, mas também nos espaços de participação social. “Quando artistas, produtores, pesquisadores e gestores se reúnem para dialogar, fortalecem sua capacidade de contribuir para as políticas públicas e ampliam o reconhecimento da cultura como um direito e como um instrumento de desenvolvimento humano, econômico e social”.

Construir redes de diálogo e cooperação como o Fórum da Música de Minas Gerais faz é “essencial para que a cultura continue transformando territórios, conectando pessoas e fortalecendo nossa identidade”, complementa.

Tentar aprofundar nas questões e incidir sobre os direcionamentos dos recursos da política Aldir Blanc, por exemplo, e de outras políticas como o Fundo Estadual de Cultura e os fundos municipais, pra que isto chegue na ponta pra quem precisa é tarefa mais que urgente, de acordo com Mortimer, que considerou o evento positivo.