Nós da Poesia pelos caminhos da América Latina

Coletivo de autores da antologia organizada pelo Instituto Imersão Latina, com a participação de poetas ativistas culturais. Acompanhe sempre a agenda de eventos literários e de artes integradas do Nós da Poesia no facebook/nosdapoesia e nosdapoesia.blogspot.com Confira »

Criança não é Brinquedo

\\\\\\\"Quem tem presente, pensa no futuro\\\\\\\", com este slogan iniciamos o primeiro projeto do Imersão Latina em 2005 Confira »

Mais de 30 milhões de pessoas são escravizadas diariamente

Crianças e adolescentes migrantes da América Latina são mais vulneráveis ao tráfico humano. Entre na luta contra esta realidade. Confira »

Imersão Latina celebra a diversidade cultural

Para um futuro realmente sustentável tem que se cuidar de preservar a terra e as tradições culturais. Acompanhe sempre pelo blog do Imel nossas atividades e de parceiros. Participe! Na foto: Festa das crianças em Água Lima com a participação do Boi Rosado. Confira »

Residência Imersão Latina recebe artistas latino-americanos em agosto no Brasil

Conosca el proyecto de Residencia Imersão Latina y siga esta experiencia Conheça o projeto de Residência Imersão Latina e acompanhe essa experiência Confira »

 

Instituto Imersão Latina - Imel

Somos uma associação de escritores, jornalistas, produtores culturais, pesquisadores e artistas independentes, formada por ativistas que se preocupam em defender e mostrar toda a diversidade cultural, ambiental e de idéias da América Latina.

Campanha de solidariedade aos povos indígenas. Doe você também!

Apoie os povos indígenas que estão precisando de auxílio em Belo Horizonte. São 41 famílias de várias etnias que precisam de sua solidariedade. Colabore hoje mesmo com qualquer valor que puder.

Quem colaborar com uma valor a partir de R$30,00 ganhará um livro de brinde. Favor enviar comprovante para imersao@imersaolatina.com

Dados bancários para depósito ou transferência:
BANCO DO BRASIL
Agência 3014-7
conta-corrente: 135533-3
Instituto Imersão Latina
CNPJ: 11.861.797/0001-38
É possível apoiar também por meio de cartão de crédito pela plataforma Vakinha. Lá você também vê detalhes da campanha e desafios da arrecadação. https://www.vakinha.com.br/vaquinha/indigenas-na-cidade-campanha-de-apoio-contra-o-covid-19

#colabore #campanha #indígenas #covid19 #coronavirus #arte #solidariedade

Noite de lançamentos virtuais

Respeitável público participante! Não perca nesta noite o lançamento virtual da Revista A Imensa Minoria, edição especial em homenagem à Marielle Franco e todas as mulheres que fazem arte na vida e da vida uma arte! O  editorial e cada entrevista, artigo, poema foi lançado no facebook.com/imersaolatina e também fizemos chamada inaugurando o instagram.com/imersaolatina, mais um canal de comunicação do Instituto Imersão Latina.

Foi produzida em Belo Horizonte pela A Imensa Minoria, o Imersão Latina e o Coletivo Contorno, com colaboradores de algumas partes da América Latina.

Quem quiser receber a revista completa por e-mail ou whatsapp. Escreva para: aimensaminoria@gmail.com.

Leia também aqui.

 

Fundo de assistência a jornalistas auxiliará mulheres que atuavam em mídia e foram demitidas

IWMF

Jornalistas mulheres e não binárias que enfrentam dificuldades financeiras podem concorrer a este novo fundo.

International Women Media’s Foundation  (IWMF) está aceitando candidatas para o Fundo de Ajuda ao Jornalismo.

O fundo destina-se a jornalistas que perderam o trabalho, foram recentemente demitidas ou precisam urgentemente de assistência, como assistência para evitar perder a moradia e insegurança alimentar; cuidados médicos agudos e serviços de saúde mental; creche para filhos; e suporte legal.

As jornalistas selecionadas receberão doações de até US$2.000 dólares.

As candidatas não devem ter outra fonte de renda disponível no momento, devem ter trabalhado em período integral como jornalista nos seis meses antes da solicitação de assistência e ser diretamente afetadas pela crise global da saúde.

As solicitações serão analisadas na ordem de chegada.

Clique aqui para: Mais informações e inscrições


Nota de agradecimento do Comitê de Apoio às Causas Indígenas

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Nós, do Comitê Mineiro de Apoio às Causas Indígenas, rede de apoiadores atuante desde 2012 na cidade de Belo Horizonte, formada por indígenas e não indígenas.

Agradecemos a todos os apoiadores que responderam ao nosso chamado em cooperar, resguardar e promover a igualdade racial na cidade de Belo Horizonte, assim como de resguardar a assistência social e a segurança alimentar das população indígena em situação urbana no cenário de enfrentamento à pandemia do coronavírus .

Recebemos o retorno da SMASAC (SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, SEGURANÇA ALIMENTAR E CIDADANIA) que disponibilizou alimentos oriundos do banco de alimentos da PBH e se comprometeu em assegurar esse fornecimento enquanto durar a quarentena.

Agradecemos em especial a Makota Kisandembu, Diretora de Políticas para Igualdade Racial da Prefeitura de Belo Horizonte e Thiago Alves da Costa, Subsecretário de Direito e Cidadania.

Agradecemos ao Instituto Imersão Latina.

Agradecemos a Campanha Espalhe Cestas.

Agradecemos também ás parlamentares da GABINETONA: Andréia de Jesus, Aurea Carolina, Bella Gonçalves e Cida Falabella.

Nossa mais profunda gratidão a cada um cidadão que doou também alimentos, leite e fraldas visto que continuamos em campanha paralela para suprir as necessidades das crianças, que é um grupo bastante grande de nossa gente. Entre em contato.

A todes que fortalecem os povos indígenas, em especial em contexto urbano, visto que as políticas genocidas de negação e extermínio de nossa presença, identidades e direitos nas cidades é de uma violência brutal.

Saibam que ofereceram muito mais do que recursos, demonstraram que acreditam que a vida vale mais e venceremos unidos esse momento caótico para a humanidade, mas necessário em que a Mãe Terra precisa respirar.

KATUCAUÁ!

TENÙ-AHI!

AWÊRY

MOEÜTCHIMA

GRATIDÃO!
Comitê Mineiro de Apoio às Causas Indígenas.

#gratidao
#povosoriginários
#povosindígenas
#indigenasnacidade
#covid_19
#solidariedade

Nota do Comitê Mineiro de Apoio às Causas Indígenas

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Nós, do Comitê Mineiro de Apoio às Causas Indígenas, direcionamos essa nota à população de Belo Horizonte e a todos os órgãos, movimentos e instituições que tem o papel de resguardar e promover a igualdade racial na cidade de Belo Horizonte, assim como de resguardar a assistência social e a segurança alimentar das populações mais vulneráveis no cenário de enfrentamento à pandemia do coronavírus, com a finalidade de expor a especial situação de precariedade dos indígenas na cidade.

Atualmente, em Belo Horizonte, a maioria dos parentes residentes possuem como única renda a venda de artesanato e alguns realizam também a prestação de serviços domésticos. A comercialização dos produtos acontece em espaços públicos, principalmente na Feira Hippie e Praça Sete, escolas bem como em eventos diversos.

Parcela dos indígenas que residem em Belo Horizonte são aposentados e outros estudantes da UFMG, em trânsito na capital, já retornaram às suas aldeias assim que as aulas foram suspensas.

Entretanto, dos indígenas que permaneceram na cidade, contabilizamos 16 (dezesseis) grupos de famílias de 12 (doze) etnias diferentes, oriundos de 4 (quatro) países da América Latina. Tais famílias totalizam 45 (quarenta e cinco) pessoas que estão sem geração de renda. Somada à precária situação de não poderem comercializar seus artesanatos que lhe garantem a sobrevivência; há ainda o caso dos parentes venezuelanos Warao que permanecem provisoriamente no abrigo São Paulo, também em uma situação de grande vulnerabilidade social.

Nesse sentido, estamos diante de um impasse que precisa ser tratado com a máxima prioridade pelo Poder Público junto com as instituições de defesa dos povos originários: a presença Indígena na cidade.

Nós nos entendemos como luz, como presença criadora, como solução especialmente para os problemas que nos assolam no atual cenário mundial, resultado de um desrespeito pela mãe terra e exploração sem fins dos recursos naturais pelo homem branco e não devemos ser tratados como um problema. Assim, o desafio é a cidade entender esse lugar de preexistência e o direito de estar na cidade mediante um país e um continente inteiro que nos pertenceu e foi roubado para a invenção do Brasil.

Desta forma, é necessário fomentar, em caráter emergencial, medidas reparadoras que viabilizem nosso modo de viver na cidade, onde trazemos a história de resistência desde a invasão e a permanente guerra que vivemos, guerra esta que sempre evitamos.

Nós hoje nos organizamos para acessar os órgãos públicos e também a sociedade civil com relação à preeminência de resguardar nossas vidas, uma vez que a migração é um direito que para nós, povos indígenas, é tão comum que se os invasores não fossem tão gananciosos teríamos compartilhado nossos bens, comprado, feito trocas, como sempre o fizemos por milênios com tantos povos que já haviam chegado à costa brasileira. Mas sabemos como a história se deu.

Hoje, empobrecidos, os que estão na cidade não contam com o apoio da rede de proteção da FUNAI e tampouco das principais organizações indígenas do país que tem focado seu trabalho quase que exclusivamente nos indígenas aldeados, apesar da população indígena na cidade ser significativa e crescente.

No Brasil, os dados mais recentes do Censo de 2010 indicam que a população indígena atingiu 817,9 mil pessoas. Desse total, 36,2% residiam na área urbana e 63,8% na área rural. Belo Horizonte possui parte desses 36% da população indígena do Brasil, um número bastante expressivo para ser ignorado. Além disso, os indígenas migrantes também não são assistidos, com a justificativa de que a FUNAI só trabalha com indígenas brasileiros. Nós não aceitamos essas

barreiras, uma vez que nossa forma de organização ancestral não é regulada por barreiras geográficas e sim por pertencimento à raiz pré- colombiana.

Certos de contar com apoio da população e das instituições públicas e privadas que atuam em defesa das comunidades tradicionais, subscrevemos essa nota e aguardamos um posicionamento acerca das medidas para resolução da situação vulnerável aos quais os indígenas estão expostos.

Comitê Mineiro de Apoio às Causas Indígenas.

A Imensa Minoria lança projeto Dia Marielle da Arte que pode ser apoiado via Catarse

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O 2º número da nossa revista que, sairá ao ar no dia 14 de Março, será uma homenagem a Marielle Franco.

Nesse número queremos fazer um convite para que de aqui em diante todos os 14 de Março seja o dia mundial de estreiar peças de teatro, obras musicais, lançar revistas e fazer nascer no mundo toda a beleza que tentaram nos roubar. Que cada 14 de Março multipliquemos exponencialemten a nossa força artística para combater tanta maldade.

A Imensa Minoria – arte, mercado & filosofia é uma revista que tem como objetivo ser um meio de comunicação entre artistas. E para gerar o melhor conteúdo possível contamos com a parceria de Imersão Latina.

De Santa Tereza/BH para toda América Latina

O Instituto Imersão Latina é parceiro de realização deste projeto.


 

 

 

 

 

 

Clube de leitura CARAVANA!

Também em parceria com o grupo editorial CARAVANA temos muitos livros nas nossa recompensas. CONFIRA!

Design Coletivo Contorno.

Realizamos os sonhos dos nossos clientes com soluções criativas de design gráfico e comunicação.

Neste número entrevistaremos:

- A vereatriz pelo PSOL Cida Fallabella;

- O  diretor de Teatro Pedro Paulo Cava;

- A cantora Iaiá Drummond;

- A gestora cultural boliviana Sivana Vázquez;

Também teremos nossa coluna central sobre América Latina falando das eleições na Bolívia e o plebiscito no Chile.

Vai perder? Não se reprima financie a produção de ARTE, PORQUE NÓS SABEMOS QUE VOCÊ GOSTA!! :)

 

Participe de una Poética Finissage en este sábado en Galería Gran Refugio en Chile

Poetica Finissage

Todxs invitadxs para esta fiesta com participantes de diversas linguagens artísticas. Esta finissage cierra las actividades del III Encuentro Internacional de Escritura Migrante “Poéticas Transculturales”.

ACTIVIDADES

Poesía Verbal, Sonora y Visual – Performances + RAP – Música Incidental – Percussión Derbake – Danza SenciDancin – Transmidia Set – Micrófono LibreARTISTAS
Brenda Marques Pena (online) – Daniel Fernández – Edu Perez – Jessica Pizarro – Josefa Flores Araya – MC Egrosone – Tchello d’Barros (online) Victor (gastronimia) – Uará – y… Usted!

SERVICIO

Evento: Tertúlia POÉTICA FINISSAGE
Hostess: Jessica Pizarro y MC Egrosone
Fecha y horários: 15.Feb.2020. Sábado. 20 hasta 22 h
Local: La Galeria. Dardiñac, 0106
Providência. Santiago, Chile.
Acceso Libre!

https://www.facebook.com/events/282447299407925/

 


Coluna semanal A Imensa Minoria será publicada toda sexta-feira no site Imersão Latina

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O Instituto Imersão Latina e a produtora A Imensa Minoria começam uma parceria este ano para a produção de uma revista e também desta coluna bilíngue no site do Imersão Latina que será como um blog semanal destacando notícias com foco inicial em cobrir o processo eleitoral em Bolívia e o da reforma constitucional de Chile com textos informativos, mas também poéticos e de narrativas sensíveis. Colaboram com esta coluna escritores, jornalistas, artistas que integram o Imersão Latina, A Imensa Minoria e o Colectivo de Escritura Migrante.

Estreamos a coluna neste dia 7 de fevereiro hoje com a colaboração de Germán Milich, Brenda Marques e Jéssica Muñoz (Lorena Pizarro)

El Instituto Imersão Latina y la productora A Imensa Minoria comienzan una asociación este año para producir una revista y también esta columna bilingue en el sitio web de Imersão Latina, que será como un blog semanal que resaltará noticias con un enfoque inicial en cubrir el proceso electoral en Bolivia y el de la reforma constitucional de Chile con textos informativos, pero también narrativas poéticas y sensibles. Colabora con esta columna escritores, periodistas, artistas que integran la Imersão Latina, La Inmensa Minoría y el Colectivo de Escritura Migrante.

Abrimos la columna el 7 de febrero hoy con la colaboración de Germán Milich, Brenda Marques y Jéssica Muñoz (Lorena Pizarro)

Hoje é o último dia para mandar propostas para o Beagá Psiu Poético 2020

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Estão abertas, até o dia 31 de janeiro, as inscrições para a terceira edição do Festival Nacional de Poesia Beagá Psiu Poético. Os interessados podem se inscrever nas modalidades: Lançamento de Livros, Cinema, Performances, Poesia ao Vivo, Poemas para Exposição, Poesia na Escola, Bicicletada e Apresentações Musicais Compactas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do e-mail psiupoetico@gmail.com, com cópia para sidneiaameliasimoes@gmail.com, com o título ‘Inscrição: 3º Beagá Psiu Poético – 2020’, indicando a modalidade, um breve resumo da atividade proposta e um mini currículo do proponente.

O Beagá Psiu Poético entre os dias 14 a 18 de março de 2020, em uma ocupação singular da capital de Minas Gerais. O evento propõe difundir as diversas manifestações artísticas a partir da arte poética e contará com a participação de artistas de diversas partes do país.

Psiu Poético 

O Festival Nacional de Poesia Psiu Poético é um projeto que tem como intuito a celebração e difusão das diversas manifestações artísticas, a partir da arte poética. O Projeto é realizado há mais de 30 anos, de forma ininterrupta, pelo seu idealizador João Aroldo Pereira e o Grupo de Literatura & Teatro Transa Poética, sendo referência no fomento e valorização da literatura brasileira na cidade de Montes Claros (MG). Em 2020, será realizada a sua 3ª edição na cidade de Belo Horizonte (MG.

Fique por dentro: facebook.com/psiupoeticomoc

Retrospectiva 

Festival Nacional de Poesia Beagá Psiu Poético

Em 2018 e 2019, o Beagá Psiu Poético ocupou diversos espaços da cidade de Belo Horizonte, como a Sala Juvenal Dias no Palácio das Artes, o Centro Cultural da UFMG, o campus da UFMG, o Centro de Referência da Juventude, o Edifício Maleta, a Praça da Liberdade, os Arcos do Viaduto de Santa Tereza, o Hall da Terminal Rodoviário, o Metrô e as Escolas Municipais e Estaduais. Houve uma participação ampla de poetas da capital mineira, de Sabará, de Ouro Preto, de Juiz de Fora, de Santos Dumont, de São João Del Rei, de Montes Claros, de Coração de Jesus, de Pernambuco, do Rio de Janeiro, de São Paulo, de Brasília, entre outros. Nos anos de 2018 e 2019, o Psiu Poético em Belo Horizonte contou com um público diverso, marcando pontos positivos e deixando grandes expectativas para as próximas intervenções na Capital.

SERVIÇO:

BEAGÁ PSIU POÉTICO 2020
INSCRIÇÕES PELO E-MAIL psiupoetico@gmail.com
com cópia para sidneiaameliasimoes@gmail.com
PRAZO DE INSCRIÇÕES: ATÉ 31 DE JANEIRO DE 2020
INSCRIÇÕES GRATUITAS
EVENTO ABERTO À POPULAÇÃO: 14 A 18 DE MARÇO DE 2020 ENTRADA FRANCA

Foto: Reunião da Comissão Organizadora do Psiu Poético Beagá na Casa Socialista.

Colectivo de Escritura Migrante promove encontro poético transcultural rompendo fronteiras pela arte

Brenda Marques Pena*

Janeiro é um mês em se celebra o verão e as férias escolares nos países da América do Sul, mas para o Colectivo de Escritura Migrante foi um tempo de mostra de trabalhos artísticos e de encontro entre diferentes poéticas, afirmando a literatura em diálogo com outras artes. Um momento de tecer relações entre migrantes, nômades, seminômades e pessoas que estão sempre em deslocamento e não se sentem pertencentes a nenhum ponto geográfico específico do planeta. Dias para se abraçar, de se olhar nos olhos,  de compartilhamento de culturas e saberes sempre com afeto.

O terceiro Encontro Internacional de Escritura Migrante foi realizada em Santiago e Isla Negra, no Chile de 16 a 19 de janeiro, de forma autônoma por um coletivo de escritores composto de participantes da Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, México e Uruguai. O objetivo geral do encontro é trocar propostas artísticas, conhecimento cultural e debate sobre a poética dos escritores intermediários, que vivem ou transitam por diferentes países e propõe uma produção poética itinerante que instiga a produção desses escritores e artistas, assim como o intercâmbio cultural, com oficinas e apresentações artísticas sempre abertas ao público com o tema poéticas transculturais.

O tema migrações é muito pertinente nos dias de hoje. De acordo com informações divulgadas em relatório da Onu de 2019, ao todo são 272 milhões de migrantes no mundo. Na América Latina está grande parte dos que deixam seus países com destino à América do Norte e Europa. Este fluxo tem crescido nos últimos anos e apesar da Venezuela ser um dos países que mais tem aumentado o número de pessoas que migram, o México ainda ocupa o primeiro lugar em número de pessoas que saem das suas terras, são ao todo 12 milhões de mexicanos vivendo fora do país. E o que fazer nesta situação, construir muros ou romper barreiras, inclusive da linguagem por meio da arte? Este é um dos objetivos do Colectivo de Escritura Migrante, que realiza encontros anualmente, sempre de maneira itinerante em diferentes países.

O primeiro encontro da escritura migrante foi realizado em Montevidéu, em 2017 e o segundo em novembro de 2018 no Brasil, nas cidades de  Belo Horizonte, Itabira, Moeda e nos distritos de Ravena e Ipoema. Há sempre uma busca de ampliação das participações incluindo participantes também da Venezuela, Peru que ainda não participaram, mas estão buscando esta integração, afinal a migração é um tema recorrente em vários países da América Latina.

O terceiro seria realizado em novembro de 2019, mas desde outubro protestos têm ocupado às ruas e a repressão tem sido muito forte. É um período de convulsão social como nunca houve na história chilena e não teríamos condições de segurança e de viabilidade para realizar no período, então adiamos por dois meses. Realizar em janeiro foi muito bom e conseguimos parcerias com museus, livrarias e centros culturais de referência. Também foi possível acompanhar este momento histórico e cultural, em que as paredes das cidades de Santiago se transformaram em verdadeiros livros com escritos de ordem, poesia, instalações de arte urbana e as ruas com apresentações artísticas diversas.

Realizamos atividades culturais em diferentes espaços culturais:  Museu da Memória e Direitos Humanos, Museu da Educação Gabriela Mistral, Librería Proyección, Centro Cultural Barracón, Galeria Gran Refugio y Teatro Crea Rock.. Participei representando o Brasil com performance, música, poesia e também coordenando a produção. Na apresentação que fiz com o Duo Sussurros, que é formado por mim e Élcio Lucas, realizados uma performance muito interativa. Ao final, todo o público se levantou das cadeiras para uma espécie de cortejo com catarse, cantando, dançando e poetando com a gente, saindo de uma sala para o pátio principal do museu, em uma verdadeira celebração artística! Durante todo o encontro se somaram apresentações culturais com os seguintes escritores que trabalham a escrita em linguagens artísticas diversas: Amapola Araya Rojas (Chile), Ana Straus (Uruguay), Aldo Biglia (Chile), Antu Liwen (Mapuche/Chile), Brenda Mar(ques) Pena (Brasil), Camila Albertazzo (Chile), Carlos Soto-Román (Chile),  Chary Gumeta (México), Cláudia Vaca Flores (Bolívia), Coke Araya (Chile), Daniel Fernández (Uruguay), Elcio Lucas (Brasil), Eli Rodriguez (Uruguay), Erika Andrea Currea Toro (Colombia – in memoriam), Giuseppe Camelia Intelisano (Itália/Argentina), Gladys Bravo Contreras (Chile), Janina Camacho (Bolívia), Josefa Flores Araya (Chile), Jeison Oviedo Mercado (Colombia), Jéssica Muñoz (Chile), Marcia Rivera (Chile), Leo Lobos (Chile), Liliana Peña (Chile), René Silva Catalán (Chile), Rodrigo Leiva (Chile), Osmany Sabalza (Colômbia), Patricio Madiñá (Chile), Silvia Rojas (Bolivia), Tchello d´Barros (Brasil), Iván Vergudo, con el proyecto Uará (Chile/Bolívia).
Durante o encontro já foi decidido o novo local de destino, o quarto Encontro Internacional da Escritura Migrante será realizado ainda este ano, no segundo semestre na Colômbia e será aberto para inscrições e recebimento de propostas a partir de março no site imersaolatina.com.

*Brenda Marques Pena é jornalista cultural no Brasil e colaboradora da Revista Arte por Excelência, coordena o Instituto Imersão Latina e o Coletivo de Escritura Migrante.

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Colectivo de Escritura Migrante promueve un encuentro poético intercultural, rompiendo fronteras a través del arte

Brenda Marques Pena*

Enero es un mes en el que el verano y las vacaciones escolares se celebran en los países de América del Sur, pero para el Colectivo de Escritura Migrante fue una época de mostrar obras artísticas y conocer diferentes poéticas, afirmando la literatura en diálogo con otras artes. . Un momento para tejer relaciones entre migrantes, nómadas, seminómadas y personas que siempre están en movimiento y no sienten que pertenecen a ningún punto geográfico específico del planeta. Días para abrazarse, mirarse a los ojos, compartir culturas y conocimientos siempre con cariño.

El tercer Encuentro Internacional de Escrituras Migrantes se celebró en Santiago e Isla Negra, en Chile, del 16 al 19 de enero, de forma autónoma por un colectivo de escritores compuesto por participantes de Argentina, Brasil, Bolivia, Chile, Colombia, México y Uruguay. El objetivo general de la reunión es intercambiar propuestas artísticas, conocimiento cultural y debate sobre la poética de escritores intermedios, que viven o transitan por diferentes países y propone una producción poética itinerante que instiga la producción de estos escritores y artistas, así como el intercambio cultural, con talleres y presentaciones artísticas siempre abiertas al público con el tema de la poética transcultural.

El tema de la migración es muy relevante hoy. Según la información publicada en un informe de la ONU de 2019, hay 272 millones de migrantes en todo el mundo. En América Latina hay una gran parte de quienes abandonan sus países para América del Norte y Europa. Este flujo ha crecido en los últimos años y, aunque Venezuela es uno de los países que más ha aumentado la cantidad de personas que migran, México todavía ocupa el primer lugar en la cantidad de personas que abandonan sus tierras, en total hay 12 millones de mexicanos. viviendo fuera del país. ¿Y qué hacer en esta situación, construir muros o romper barreras, incluido el lenguaje a través del arte? Este es uno de los objetivos del Colectivo de Escritura Migrante, que celebra reuniones anuales, siempre de forma itinerante en diferentes países.

El primer encuentro se realizó en Montevideo en 2017 y la segunda en noviembre de 2018 en Brasil, en las ciudades de Belo Horizonte, Itabira, Moeda y en los distritos de Ravena e Ipoema. Siempre se busca una expansión de la participación, incluidos los participantes de Venezuela, Perú que aún no han participado, pero están buscando esta integración, después de todo, la migración es un tema recurrente en varios países de América Latina.

El tercero tendría lugar en noviembre de 2019, pero desde octubre las protestas han salido a las calles y la represión ha sido muy fuerte. Es un período de agitación social como nunca antes en la historia chilena y no tendríamos las condiciones de seguridad y viabilidad para llevar a cabo en el período, por lo que lo pospusimos por dos meses. Actuar en enero fue muy bueno y logramos asociarnos con museos, librerías y centros culturales de referencia. También fue posible seguir este momento histórico y cultural, en el que los muros de las ciudades de Santiago se convirtieron en verdaderos libros con escritos de orden, poesía, instalaciones de arte urbano y las calles con diversas presentaciones artísticas.

Realizamos actividades culturales en diferentes espacios culturales: Museo de la Memoria y los Derechos Humanos, Museo de Educación Gabriela Mistral, Librería Proyección, Centro Cultural Barracón, Galería Gran Refugio y Teatro Crea Rock. Participé representando a Brasil con performance, música, poesía y también coordinando producción En la presentación que hice con Duo Sussurros, formada por él y Élcio Lucas, realizaron una actuación muy interactiva. Al final, toda la audiencia se levantó de sus sillas para una especie de procesión de catarsis, cantando, bailando y viviendo la poesía sonora con nosotros, dejando una habitación para el patio principal del museo, en una verdadera celebración artística. A lo largo de la reunión, se agregaron presentaciones culturales con los siguientes escritores trabajando en la escritura en diferentes lenguajes artísticos: Amapola Araya Rojas (Chile), Ana Straus (Uruguay), Aldo Biglia (Chile), Antu Liwen (Mapuche / Chile), Brenda Mar (ques) Pena (Brasil), Camila Albertazzo (Chile), Carlos Soto-Román (Chile) , Chary Gumeta (México), Cláudia Vaca Flores (Bolivia), Coke Araya (Chile), Daniel Fernández (Uruguay), Elcio Lucas (Brasil), Eli Rodriguez (Uruguay), Erika Andrea Currea Toro (Colombia – in memoriam), Giuseppe Camelia Intelisano (Italia / Argentina), Gladys Bravo Contreras (Chile), Janina Camacho (Bolivia), Josefa Flores Araya (Chile), Jeison Oviedo Mercado (Colombia), Jéssica Muñoz (Chile), Marcia Rivera (Chile), Leo Lobos ( Chile), Liliana Peña (Chile), René Silva Catalán (Chile), Rodrigo Leiva (Chile), Osmany Sabalza (Colombia), Patricio Madiñá (Chile), Silvia Rojas (Bolivia), Tchello d´Barros (Brasil), Iván Vergudo , con el proyecto Uará (Chile / Bolivia).

Durante la reunión, el nuevo destino ya estaba decidido, la cuarta Reunión Internacional de la Escritura Migrante se llevará a cabo a finales de este año, en el segundo semestre en Colombia y estará abierta para el registro y la recepción de propuestas a partir de marzo en el sitio web imersaolatina.com.

* Brenda Marques Pena es periodista cultural en Brasil y colaboradora de la Revista Arte por excelencia, coordina el Instituto Imersão Latina y el Coletivo de Escritura Migrante.

facebook.com/escrituramigrante