A Imensa Minoria


Informe Semanal

28 de fevereiro – 6 de março 2020

 

por Murguista de Aquinão

Olá amigos, mais uma semana se passa e o mundo continua. Para todos aqueles que não têm Netflix, há vida real. Na coluna de hoje, veremos:

  • As vítimas do Governavírus

  • 4 de março, o dia mais louco do Brasil;

  • Se não fosse trágico, seria cômico;

  • Twitter não assina;

  • Tamanho é documento, o “imbrochável” o tem pequeno;

  • Regina Duarte, de Helena de Tróia a Cavalo de Tróia;

  • Preconceito com palhaços.

As vítimas do Governavirus

Choveu como nunca e se governa como sempre! Embora o Coronavírus continue sendo notícia sem vítimas oficiais no Brasil, as vítimas do Governavírus e sua má gestão urbana continuam a aumentar. Obviamente, a grande desculpa é que são desastres naturais, que não há como evitá-los.

Que grande mentira! Há 20 anos, está sempre chovendo mais do esperado.

Enquanto no resto do mundo os desastres naturais são democráticos no Brasil eles afetam de acordo com a renda. Os mortos e desaparecidos devido a deslizamentos de terra são todos pobres vivendo em áreas de risco sem nenhum controle.

Até o momento, só em São Paulo, existem 27 mortos, 43 desaparecidos, 483evacuados e 198 casas destruídas.

Áreas com ruas, energia elétrica e CEP, ou seja, não há como dizer que o poder público não sabia da construção de casas em terrenos perigosos. No entanto, essa realidade se repete ano após ano e é apenas notícia quando os mortos são dezenas. No Brasil, é normal que os pobres morram mais!

4 de março, o dia mais louco do Brasil!

4 de março, será marcado como o dia mais louco do Brasil, o presidente da República Federativa leva um imitador que desce do carro oficial e distribui bananas entre a imprensa. No mesmo dia em que a nova Secretária Especial de Cultura Regina Duarte assume, em ato sem artistas, sem afrodescendentes e sem indígenas.

Duas confissões, dois sincericídios:

  • o primeiro que o presidente não é mais do que que um péssimo imitador;

  • o segundo que o projeto cultural é racista e totalitário.

Se não fosse trágico, seria cômico

Aristóteles estabelece em “A Poética” a diferença entre tragédia e comédia: a dimensão. O trágico tem grandes dimensões, o cômico se refere à vida privada. É por isso que nas tragédias gregas os protagonistas são sempre estadistas, enquanto as comédias são cidadãos comuns.

Porque se é um cidadão comum a quem algo engraçado acontece, isso não influencia os mercados internacionais ou instituições governamentais, muito menos a qualidade de toda a população.

Se um cidadão comum distribui bananas aos jornalistas não passa de um comediante de mau gosto, no entanto, se quem o faz é o presidente de um país estamos enfrentando uma tragédia.

Portanto, essa sequência de atos grotescos e sem nenhum tipo de graça – como levar um imitador medíocre e sem recursos artísticos para evitar falar do PIB – não é cômica, mas trágica. Porque eles reverberam na economia, na política e na sociedade.

  • Na economia, porque inibe investimentos; quem vai querer investir em um país com um presidente grotesco? Os mercados buscam estabilidade e Bolsonaro é a personificação do caos, da incompetência somada à falta de planejamento.

  • Na política, porque o país está paralisado, porque sem negociação não há progresso nas reformas necessárias que precisam ser tramitadas no Congresso.

  • E no social, porque o negativo é valorizado, o mal vira exemplo, o perverso é estimulado, o que faz dano é promovido, são cultivados anti-valores como misoginia, intolerância e censura.

Essa é a política atual que governa o Brasil, uma piada trágica contada por um idiota.

Twitter não assina

Se fosse pelo Twitter o partido da Aliança já teria sido criado, pois são necessárias apenas 492 mil assinaturas e o presidente tem milhões de seguidores. O problema é que os robôs não assinam, esse detalhe estava faltando.

Se removermos a maquiagem das fakenews distribuídas por robôs, temos até agora – segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) – 22.330 assinaturas analisadas, das quais 15.032 foram invalidadas, ou seja, ele só tem 7.298 assinaturas, representando aproximadamente 1,5 % das assinaturas necessárias.

Pouco a pouco, esse modelo twiterocrático está entendendo que o mundo virtual não existe e que na vida real o buraco é mais embaixo.

Tamanho é documento, o “imbrochável” o tem pequeno;

Como costuma ser o caso dos machistas, eles falam muito bem de si mesmos e quando chega a hora de mostrar: o negocio é mais pequeno. É o que está acontecendo agora: durante a campanha o crescimento do PIB seria de 4%, em agosto do ano passado 2,5%, em dezembro 2,2%, mas na realidade foi 1,1 %.

Qual é a utilidade de ser “imbrichável” se o aparelho é quatro vezes menor do que estava publicitando. Dilma o tinha maior, também o Temer.

Regina Duarte de Helena de Tróia a Cavalo de Tróia;

E tivemos a pose da nova Secretária Especial de Cultura subordinada ao Ministério do Turismo Regina Duarte. Que inaugurou um novo tipo de esquizofrenia: foi rejeitado pelos própios.

O monge negro de Bolsonaro, Olavo de Carvalho, sentiu-se ultrajado porque a nova Secretária da Cultura decidiu afastar os homens de sua confiança em posições-chave, como a presidência da Fundação Nacional de Artes. Portanto, passou de ser a Helena a ser o Cavalo de Tróia.

Rapidamente o haghstag #Foraregina se tornou uma tendência – porque se algo sabem fazer os olavistas é espalhar o ódio pelas redes sociais – acusando-a de ser um Cavalo de Tróia da esquerda. Essa total falta de tempo político tem outra origem: eles nunca aceitarão uma mulher!

A cultura deve ser submissa ou não será, deve representar valores nacionais, ser bela, recatada e do lar, deve saber se entregar em corpo e alma e ter pronta a marmita ao meio-dia. Esse é o plano cultural nacional, a cultura da violência verbal, da pressão psicológica, do estupro.

A cultura de uma mulher que apanha, que quando protesta é porque está de TPM, a cultura que resolve tudo enviando flores, chocolates e anti-inflamatórios. Essa é a cultura desse governo, uma mulher louca por dar o furo e que não merece ser estuprada por ser feia e que se eles querem podem matá-la. Esse é o trágico projeto de cultura para o Brasil.

Preconceito com palhaços

E para fechar esta coluna de opinião, não podemos deixar de nos surpreender por causa do grande preconceito contra palhaços que a maioria dos comunicadores mostraram ao cair na tentação da piada óbvia de que o Palácio da Alvorada (casa oficial do presidente da república) é lugar de palhaço.

Bolsonaro não é um palhaço, a Arte do Palhaço é algo nobre e elevado com base no amor e no riso, fato que nem Bolsonaro nem os jornalistas parecem entender.

É por isso que quero deixar minhas saudações de solidariedade a todos os colegas palhaços que, ao contrário da maioria dos comunicadores, não aceitam as bananas do poder ou caem em piadas óbvias ou em lugares comuns.

O que foi demonstrado é que o preconceito está enraizado em nossa sociedade e é a pedra angular da direita. Essa demonstração de preconceito contra palhaços talvez seja o triste indicador de que Bolsonaro é o presidente que merecemos!

Até a próxima semana, cancele a Netflix, assine a realidade!

Informe Semanal

28 de febrero – 6 de marzo 2020

 

por Murguista de Aquinão

Hola amigos una semana más que pasa y el mundo sigue andando. Para todos aquellos que no tienen Netflix existe la vida real. En la columna de hoy veremos:

  • Las víctimas de Gobiernavirus

  • 4 de marzo el día más loco de Brasil;

  • Se no fuese trágico sería cómico;

  • Twitter no firma;

  • Tamaño no es documento, el “priapista” la tiene más chica de lo que decía;

  • Regina Duarte de Helena de Troya a Caballo de Troya;

  • Prejuicio con payasos.

Las víctimas de Gobiernavirus

¡Llovió como nunca y se gobierna como siempre!

Mientras el Coronavirus sigue siendo noticia sin ninguna víctima oficial en Brasil, las víctimas del Gobiernavirus y su pésima gestión urbana continúan aumentado. Por supuesto que la gran excusa es que son desastres naturales, que no hay cómo prevenirlos.

¡Qué gran mentira! Hace 20 años que en esta época siempre llueva más de lo esperado.

Mientras que en el resto del mundo los desastres naturales son democráticos en Brasil solos afectan según la renta. Los muertos y desaparecidos debido a los deslizamientos todos son personas pobres que viven en áreas de riesgo sin ningún tipo de control.

Hasta el momento solo en São Paulo se contabilizan 27 muertos, 43 desaparecidos, 483 personas evacuadas y 198 casas destruidas.

Áreas con calles, electricidad y código postal, o sea no hay como decir que el poder público no supiese de la construcción de viviendas en terrenos peligrosos. Sin embargo esta realidad se repite año tras año y solo son noticias cuando los muertos son por decenas. ¡En Brasil es normal que los pobres mueran más!

4 de marzo el día más loco de Brasil

El 4 de marzo quedará marcado como el día más loco de Brasil, el presidente de la República Federativa presenta un imitador que baja del auto oficial y distribuye bananas entre la prensa y evita dar declaraciones sobre el PBI. El mismo día asume la nueva Secretaria Especial de Cultura Regina duarte, en un acto sin artistas, sin afrodescendientes y sin indígenas.

Dos confesiones, dos sincericidios:

  • el primero que el presidente no pasa de un mal imitador;

  • el segundo que el proyecto de cultura es racista y totalitario.

Si no fuese trágico sería cómico

Aristóteles establece en “La Poética” la diferencia entre tragedia y comedia: la dimensión. Lo trágico tiene grandes dimensiones, lo cómico se remite a la vida privada. Por eso en las tragedias griegas los protagonistas siempre son estadistas, mientras que las comedias son ciudadanos comunes.

Porque si es a un ciudadano común al que le pasa algo cómico, eso no va a influir en los mercados internacionales ni en las instituciones de gobierno y mucho menos en la calidad de toda la población.

Si un ciudadano común reparte bananas a los periodistas no pasa de una comedia de mal gusto, sin embargo si el que lo hace es el presidente de un país estamos frente a una tragedia.

Por eso, esta secuencia de actos groseros y sin ningún tipo de gracia – como por ejemplo llevar un imitador mediocre y sin recursos artísticos para no hablar del minúsculo PIB – no son cómicos sino trágicos. Porque reverberan en la economía, en la política y en la sociedad.

  • En la economía porque inhibe las inversiones; ¿quién va a querer invertir en un país con un presidente incalificable? Los mercados buscan estabilidad y Bolsonaro es la personificación del caos, de la incompetencia sumada a la falta de planificación.

  • En la política porque se paraliza el país, pues sin negociación no hay avance en las reformas necesarias que tienen que ser tramitadas en el Congreso.

  • Y en lo social porque se valoriza lo negativo, se da ejemplo de lo malo, se estimula lo perverso, se promueve lo dañino, se cultivan anti-valores como la misoginia, la intolerancia y la censura.

Esa es la política actual que gobierna Brasil un chiste trágico contado por un idiota.

Twitter no firma

Si fuese por twitter el partido Alianza ya hubiera sido creado, pues son necesarias tan solo 492 mil firmas, siendo que el presidente tiene millones de seguidores. El problema es que lo robots no firman, faltó ese detalle.

Si sacamos todo el maquillaje de las fakenews distribuidas por robots, hasta el momento el TSE (Tribunal Superior Electoral) ha analizado 22.330 firmas de las cuales 15.032 fueron invalidadas, o sea que solo tiene hasta el momento 7.298 firmas que representa aproximadamente el 1,5% de las firmas necesarias.

De a poco este modelo twiterocrático va entendiendo que el mundo virtual no existe y que en la vida real el buraco es mas embaixo.

Tamaño es documento, el “priapista” lo tiene más chico de lo que decía

Como suele acontecer con los machistas, ellos hablan muy bien de sí mismos y cuando llega el momento de mostrar: la tienen mucho más chica. Es lo que está aconteciendo ahora, durante la campaña el crecimiento del PIB iba a ser un 4%, en agosto del año pasado de un 2,5%, en diciembre de un %2,2 pero en realidad fue de un 1,1%.

De qué sirve ser priapista con un aparato minúsculo cuatro veces más chico de lo que propagandeaba. Dilma lo tuvo más grande, Temer también.

Regina Duarte de Helena de Troya a Caballo de Troya;

Y tuvimos la pose de la nueva Secretaria Especial de Cultura subordinada al Ministerio de Turismo Regina Duarte. Que inauguró un nuevo tipo de esquizofrenia, fue rechazada tanto por opositores como por bolsonaristas.

El monje negro de Bolsonaro, Olavo de Carvalho se sintió ultrajado porque la nueva Secretaria de Cultura decidió desvincular hombres de su confianza de cargos clave, como por ejemplo al presidente de la Fundación Nacional de Artes. Por lo tanto pasó de ser la Helena a ser el Caballo de Troya.

Rápidamente el haghstag #Foraregina se convirtió en tendencia – pues si algo saben hacer los olavistas es diseminar odio por redes sociales – acusándola de ser un Caballo de Troya de la izquierda. Esa falta total de timing político tiene otro origen: ¡ellos nunca aceptarán a una mujer!

Para ellos la cultura debe ser sumisa o no será, debe representar los valores nacionales, ser bella, recatada y del hogar, debe saber entregarse en cuerpo y alma y tener la vianda pronta al mediodía. Ese es el plan nacional de cultura., la cultura de la violencia verbal, de la presión sicológica, del estupro.

La cultura una mujer golpeada que si protesta seguramente es porque está con la regla y todo se resuelve mandándole flores, chocolates y antiinflamatorios. Eso es la cultura para este gobierno una mujer loca por dar el agujero, que no merece ser estuprada porque es fea y que si quieren pueden matarla. Ese es el trágico proyecto de cultura para Brasil.

Prejuicio con payasos

Y para cerrar esta columna de opinión no podemos menos que sorprendernos por causa del gran prejuicio contra payasos que demostraron la mayoría de los comunicadores cayendo en la tentación del chiste obvio de que el Palacio de la Alvorada (casa oficial del presidente de la república) es lugar de payasos.

Bolsonaro no es un payaso, el Arte del Payaso es algo noble y elevado basado en el amor y la risa, que ni Bolsonaro ni los periodistas parecen comprender.

Por eso quiero dejarles mis saludos solidarios a todos los colegas payasos que a diferencia de la mayoría de los comunicadores, no aceptan las bananas del poder ni caen en chistes obvios ni lugares comunes.

Lo que quedó demostrado es que el prejuicio está arraigado en nuestra sociedad y es la piedra angular de la derecha. ¡Esa muestra de prejuicio contra los payasos es tal vez el triste indicador de que Bolsonaro es el presidente que nos merecemos!

¡Hasta la semana que viene cancela Netflix, suscríbete a la realidad!

por Murguista de Aquinão

Olá amigos, mais uma semana se passa e o mundo continua. Para todos aqueles que não têm Netflix, há vida real. Na coluna de hoje, veremos:

  • As vítimas do Governavírus

  • 4 de março, o dia mais louco do Brasil;

  • Se não fosse trágico, seria cômico;

  • Twitter não assina;

  • Tamanho é documento, o “imbrochável” o tem pequeno;

  • Regina Duarte, de Helena de Tróia a Cavalo de Tróia;

  • Preconceito com palhaços.

As vítimas do Governavirus

Choveu como nunca e se governa como sempre! Embora o Coronavírus continue sendo notícia sem vítimas oficiais no Brasil, as vítimas do Governavírus e sua má gestão urbana continuam a aumentar. Obviamente, a grande desculpa é que são desastres naturais, que não há como evitá-los.

Que grande mentira! Há 20 anos, está sempre chovendo mais do esperado.

Enquanto no resto do mundo os desastres naturais são democráticos no Brasil eles afetam de acordo com a renda. Os mortos e desaparecidos devido a deslizamentos de terra são todos pobres vivendo em áreas de risco sem nenhum controle.

Até o momento, só em São Paulo, existem 27 mortos, 43 desaparecidos, 483evacuados e 198 casas destruídas.

Áreas com ruas, energia elétrica e CEP, ou seja, não há como dizer que o poder público não sabia da construção de casas em terrenos perigosos. No entanto, essa realidade se repete ano após ano e é apenas notícia quando os mortos são dezenas. No Brasil, é normal que os pobres morram mais!

4 de março, o dia mais louco do Brasil!

4 de março, será marcado como o dia mais louco do Brasil, o presidente da República Federativa leva um imitador que desce do carro oficial e distribui bananas entre a imprensa. No mesmo dia em que a nova Secretária Especial de Cultura Regina Duarte assume, em ato sem artistas, sem afrodescendentes e sem indígenas.

Duas confissões, dois sincericídios:

  • o primeiro que o presidente não é mais do que que um péssimo imitador;

  • o segundo que o projeto cultural é racista e totalitário.

Se não fosse trágico, seria cômico

Aristóteles estabelece em “A Poética” a diferença entre tragédia e comédia: a dimensão. O trágico tem grandes dimensões, o cômico se refere à vida privada. É por isso que nas tragédias gregas os protagonistas são sempre estadistas, enquanto as comédias são cidadãos comuns.

Porque se é um cidadão comum a quem algo engraçado acontece, isso não influencia os mercados internacionais ou instituições governamentais, muito menos a qualidade de toda a população.

Se um cidadão comum distribui bananas aos jornalistas não passa de um comediante de mau gosto, no entanto, se quem o faz é o presidente de um país estamos enfrentando uma tragédia.

Portanto, essa sequência de atos grotescos e sem nenhum tipo de graça – como levar um imitador medíocre e sem recursos artísticos para evitar falar do PIB – não é cômica, mas trágica. Porque eles reverberam na economia, na política e na sociedade.

  • Na economia, porque inibe investimentos; quem vai querer investir em um país com um presidente grotesco? Os mercados buscam estabilidade e Bolsonaro é a personificação do caos, da incompetência somada à falta de planejamento.

  • Na política, porque o país está paralisado, porque sem negociação não há progresso nas reformas necessárias que precisam ser tramitadas no Congresso.

  • E no social, porque o negativo é valorizado, o mal vira exemplo, o perverso é estimulado, o que faz dano é promovido, são cultivados anti-valores como misoginia, intolerância e censura.

Essa é a política atual que governa o Brasil, uma piada trágica contada por um idiota.

Twitter não assina

Se fosse pelo Twitter o partido da Aliança já teria sido criado, pois são necessárias apenas 492 mil assinaturas e o presidente tem milhões de seguidores. O problema é que os robôs não assinam, esse detalhe estava faltando.

Se removermos a maquiagem das fakenews distribuídas por robôs, temos até agora – segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) – 22.330 assinaturas analisadas, das quais 15.032 foram invalidadas, ou seja, ele só tem 7.298 assinaturas, representando aproximadamente 1,5 % das assinaturas necessárias.

Pouco a pouco, esse modelo twiterocrático está entendendo que o mundo virtual não existe e que na vida real o buraco é mais embaixo.

Tamanho é documento, o “imbrochável” o tem pequeno;

Como costuma ser o caso dos machistas, eles falam muito bem de si mesmos e quando chega a hora de mostrar: o negocio é mais pequeno. É o que está acontecendo agora: durante a campanha o crescimento do PIB seria de 4%, em agosto do ano passado 2,5%, em dezembro 2,2%, mas na realidade foi 1,1 %.

Qual é a utilidade de ser “imbrichável” se o aparelho é quatro vezes menor do que estava publicitando. Dilma o tinha maior, também o Temer.

Regina Duarte de Helena de Tróia a Cavalo de Tróia;

E tivemos a pose da nova Secretária Especial de Cultura subordinada ao Ministério do Turismo Regina Duarte. Que inaugurou um novo tipo de esquizofrenia: foi rejeitado pelos própios.

O monge negro de Bolsonaro, Olavo de Carvalho, sentiu-se ultrajado porque a nova Secretária da Cultura decidiu afastar os homens de sua confiança em posições-chave, como a presidência da Fundação Nacional de Artes. Portanto, passou de ser a Helena a ser o Cavalo de Tróia.

Rapidamente o haghstag #Foraregina se tornou uma tendência – porque se algo sabem fazer os olavistas é espalhar o ódio pelas redes sociais – acusando-a de ser um Cavalo de Tróia da esquerda. Essa total falta de tempo político tem outra origem: eles nunca aceitarão uma mulher!

A cultura deve ser submissa ou não será, deve representar valores nacionais, ser bela, recatada e do lar, deve saber se entregar em corpo e alma e ter pronta a marmita ao meio-dia. Esse é o plano cultural nacional, a cultura da violência verbal, da pressão psicológica, do estupro.

A cultura de uma mulher que apanha, que quando protesta é porque está de TPM, a cultura que resolve tudo enviando flores, chocolates e anti-inflamatórios. Essa é a cultura desse governo, uma mulher louca por dar o furo e que não merece ser estuprada por ser feia e que se eles querem podem matá-la. Esse é o trágico projeto de cultura para o Brasil.

Preconceito com palhaços

E para fechar esta coluna de opinião, não podemos deixar de nos surpreender por causa do grande preconceito contra palhaços que a maioria dos comunicadores mostraram ao cair na tentação da piada óbvia de que o Palácio da Alvorada (casa oficial do presidente da república) é lugar de palhaço.

Bolsonaro não é um palhaço, a Arte do Palhaço é algo nobre e elevado com base no amor e no riso, fato que nem Bolsonaro nem os jornalistas parecem entender.

É por isso que quero deixar minhas saudações de solidariedade a todos os colegas palhaços que, ao contrário da maioria dos comunicadores, não aceitam as bananas do poder ou caem em piadas óbvias ou em lugares comuns.

O que foi demonstrado é que o preconceito está enraizado em nossa sociedade e é a pedra angular da direita. Essa demonstração de preconceito contra palhaços talvez seja o triste indicador de que Bolsonaro é o presidente que merecemos!

Até a próxima semana, cancele a Netflix, assine a realidade!

INFORME SEMANAL

 21 a 28 de fevereiro 2020

Por Murguista de Aquinão

Olá amigos, mais uma semana se passa e o mundo continua andando. Para todos aqueles que não têm Netflix, existe a vida real. Na coluna de hoje, veremos:

  • Festival “Viña del Mar”;

  • Eleições internas da Super-Terça nos EUA, com Bernie Sanders na liderança;

  • A vida pelas ideias, morre o terraplanista “O Louco Mike” tentando provar sua teoria;

  • Salvar o Brasil da democracia;

  • A crise real do Real;

  • ONU detona o Mito;

  • 15 de março: marcha em favor do CORONAVIRUS.

Festival Viña del Mar

Por mais que a imprensa tenha mudado de foco, os protestos no Chile nunca pararam. E desta vez eles foram à porta de um dos festivais mais famosos do mundo da música.

As razões são as mesmas, acrescentando que o salário mínimo não aumenta desde outubro e que os três poderes, no meio da crise, tiraram férias, fato que aprofundou a insatisfação dos manifestantes.

Eleições internas da Super-Terça nos EUA, com Bernie Sanders na liderança

Na próxima terça-feira, 3 de março, será realizada a interna do Partido Democrata, na qual Bernie Sanders é o favorito. É daqui que sairá o próximo adversário de um Trump desgastado pela tentativa de impeachment e um fato chave negativo: o PIB cresceu apenas 2,3% enquanto o esperado era um crescimento de 3%.

Em outras palavras, a economia não será mais uma questão de campanha e se Sanders vencer as internas dos democratas, corremos um sério risco de os Estados Unidos se tornarem uma Venezuela.

A vida pelas ideias, morre o terraplanista “O Louco Mike” tentando provar sua teoria

Começamos com o contexto teórico, Mike Hughes, mais conhecido como “The Crazy Mike”, morreu em 23 de fevereiro, instantaneamente ao bater no chão depois que seu paraquedas não abriu. Ele estava no alto de um foguete feito por ele mesmo para tirar fotos e gerar evidências de que a Terra é plana.

Talvez esse fato seja uma triste metáfora do governo Bolsonaro, que está em queda livre, prestes a dar de cara com o chão, tentando provar uma teoria falaciosa. A grande diferença é que The Crazy Mike teve a coragem dos aventureiros e acabou com a própria vida. Bolsonaro tem a covardia dos ditadores e quem morre por causa de seus experimentos são outras pessoas.

Salvar o Brasil da democracia

Bolsonaro, acompanhado por seus generais e seu fiel escudeiro Sergio Moro, organiza uma cruzada para salvar o Brasil. Mas, salvá-lo de quem, se são eles que estão no poder? Salvá-lo do congresso? Salvá-lo do seu próprio povo? Salvá-lo da democracia?

Esse governo está ficando cada vez mais sombrio toda vez que, se não fosse trágico, seria cômico. Os ataques de Bolsonaro não tem objetivo, ataca jornalistas, políticos internos e de outros países, mas não se manifesta contra a greve da polícia. Tudo indica que sua ignorância é seu único ponto forte.

A crise real do Real

Os mercados, administrados de acordo com sua conveniência e não com os princípios morais em vigor – argumentam que a moralidade é uma questão de geografia – simplesmente começam a se retirar. O Brasil é um cartucho de dinamite no qual Bolsonaro fuma sua triste guimba de incompetência.

O dólar no ano passado nesta mesma data valia R$ 3,75 hoje vale R$ 4,49, é a segunda moeda mais desvalorizada do mundo.

ONU detona o Mito

Como se não bastasse ter que lidar com todas aquelas mentiras inventadas pela imprensa de que o pobre Bolsonaro é vítima, a ONU teve que divulgar um relatório da Comissão de Direitos Humanos que narra sérios retrocessos do Brasil em relação à segurança, povos indígenas, desmatamento e ocupação ilegal da terra.

Não é novidade, já em 2018 a ONU declarou sua preocupação e informou que iria acompanhar de perto devido às manifestações feitas na campanha e ao perfil de Bolsonaro. No ano passado, em setembro de 2018, foi feito um primeiro relatório alertando sobre a diminuição do espaço cívico e democrático, o ataque às instituições de ensino e o aumento da violência policial.

Naquele momento Bolsonaro disse o seguinte: “Ela me acusa de não punir a polícia e que muitas pessoas são mortas no Brasil, é uma acusação dela que defende os Direitos Humanos dos vagabundos. Senhora Michelle Bachellet, se não fosse Pinochet que derrotou a esquerda em 1973, incluindo o seu pai, hoje o Chile seria uma Cuba”.

A embaixadora da ONU no Brasil, Maria Nazareth Farani Azevêdo, saiu da sala durante a leitura do relatório e depois fez duras declarações. “Sabemos que tudo isso não passa de mentiras criadas pelo fórum de São Paulo, que busca instalar o comunismo no Brasil e no mundo. É muito suspeito que Leonardo di Caprio não tenha sido mencionado em todo o relatório, sendo que foi ele que mandou incendiar a Amazônia ”.

15 de março: marcha em favor do CORONAVIRUS

Diante de tudo isso, nosso herói terraplanista dobrou a aposta e convocou as pessoas a se manifestarem nas ruas para mostrar ao congresso quem está no comando. Ao mesmo tempo em que se confirma o primeiro caso de CORONAVIRUS em São Paulo.

Qualquer outro estadista ingênuo, daqueles que acreditam que a Terra é esférica, se preocuparia com a saúde pública, mas o “imbrochável” pensa com o falo e sabe que ter medo de um vírus é uma questão de afeminados e militantes de ONGs ambientalistas.

É por isso que 15 de março convoca a uma marcha contra o congresso, contra o povo e contra a democracia para salvar o Brasil.

Até a próxima semana, cancele a Netflix, assine a realidade!

INFORME SEMANAL

 21 al 28 febrero 2020

Por Murguista de Aquinão

Hola amigos una semana más que pasa y el mundo sigue andando. Para todos aquellos que no tienen Netflix existe la vida real. En la columna de hoy veremos:

  • Festival de Viña del Mar;

  • Supermartes elecciones internas en EUA con Bernie Sanders a la cabeza;

  • La vida por las ideas muere terraplanista “El Loco Mike” tratando de probar sus ideas;

  • Salvar a Brasil de la Democracia;

  • La real crisis del Real;

  • ONU detona mito;

  • 15 de marzo Marcha a favor del CORONAVIRUS.

Festival de Viña del Mar

Por más que la prensa haya cambiado su foco de atención las protestas en Chile nunca pararon. Y esta vez fueron a la puerta de un de los festivales más famosos del mundo de la canción.

Los motivos son los mismos, sumándole a esto que el salario mínimo no sube desde octubre y que los tres poderes se tomaron unas vacaciones lo que profundizó la insatisfacción de los manifestantes.

Supermartes elecciones internas en EUA con Bernie Sanders a la cabeza

El próximo martes 3 de marzo se realizarán las súper internas del partido demócrata, en las que Bernie Sanders es el favorito. De ahí saldrá el próximo adversario de Trump que llega desgastado por el intento de impeachment y por un dato negativo: el PIB creció solo un 2,3% mientras que lo esperado era un crecimiento del 3%.

O sea la economía ya no será un tema de campaña y si Sanders llega a ganar las internas demócratas corremos un grave peligro de que EUA se convierta en una Venezuela.

La vida por las ideas muere terraplanista “El Loco Mike” tratando de probar su teoría

Comenzamos por el contexto teórico, Mike Hughes, más conocido como “El Loco Mike” murió, el pasado 23 de febrero, de forma instantánea al estrellarse contra el suelo después de que su paracaídas no se abriera. Estaba en las alturas en un cohete fabricado por él mismo para sacar fotos y generar pruebas de que la Tierra es plana.

Tal vez este hecho sea una triste metáfora del gobierno Bolsonaro que está en caída libre a punto de estrellarse tratando probar una teoría falaz. La gran diferencia es que Mike ‘El Loco”, tuvo la valentía de los aventureros y solo terminó con su propia vida en cambio Bolsonaro tiene la cobardía de los dictadores y los que mueren por culpa de sus experimentos son otras personas.

Salvar a Brasil de la Democracia

Bolsonaro, acompañado de sus generales y su fiel escudero Sergio Moro, organiza una cruzada para salvar a Brasil. Pero, ¿salvarlo de quién si son ellos los que están en el poder? ¿Salvarlo del congreso? ¿Salvarlo de su propio pueblo? ¿Salvarlo de la democracia?

Cada vez se vuelve más oscuro y tenebroso este gobierno que si no fuese trágico sería cómico. Bolsonaro ataca sin objetivo, periodistas, políticos internos y de otros países, no se manifiesta contra la huelga de policías, todo en él indica que su ignorancia es su único punto fuerte.

La real crisis del Real

Los mercados, que se manejan según su conveniencia y no según los principios morales vigentes – pues sostienen que la moral es una cuestión de geografía – simplemente comienzan a retirarse. Brasil es un cartucho de dinamita sobre el que Bolsonaro fuma su triste pucho de incompetencia.

El real el año pasado en esta misma fecha estaba cotizando a 3.75 hoy cotiza a 4.49, es la segunda moneda del mundo más desvalorizada.

ONU detona el Mito

Como si no fuera poco tener que lidiar con todas esas mentiras inventadas por la prensa de las que el pobre Bolsonaro es víctima, tenía que darse a conocer un informe de la comisión de Derechos Humanos de la ONU, en el que se relatan graves retrocesos de Brasil en relación a la seguridad, los pueblos indígenas, el desmatamiento y la ocupación ilegal de tierras.

No es una novedad, ya en 2018 la ONU declaró su preocupación e informó que iba a acompañar de cerca debido a las manifestaciones hechas en campaña y el perfil de Bolsonaro. El año pasado en setiembre de 2018, ya fue realizado un primer informe que alertaba sobre una disminución del espacio cívico y democrático, ataque a instituciones de enseñanza y el aumento de la violencia policial.

En ese momento Bolsonaro manifestó lo siguiente: “Me acusan de que no puno policías y que se mata mucha gente en Brasil, esa es una acusación de ella que defiende derechos humanos de vagabunos. Señora Michelle Bachellet si no fuese por Pinochet que derrotó la izquierda en 1973, entre ellos su padre, hoy Chile sería una Cuba”.

La embajadora de Brasil en la ONU Maria Nazareth Farani Azevêdo abandonó la sala durante la lectura del informe por parte de Michele Bachellet y después dio duras declaraciones. “Sabemos que todo eso no son más que mentiras creadas por el foro de São Paulo que busca instalar el comunismo en Brasil y el mundo. Es muy sospechoso que en todo el informe no se haya nombrado a Leonardo di Caprio que fue quien mandó incendiar Amazonas”.

 15 de marzo Marcha a favor del CORONAVIRUS.

Frente a todo esto nuestro héroe terraplanista dobló la apuesta y convocó al pueblo a manifestarse en las calles para demostrarle al congreso quién es que manda. En el mismo momento en el que se confirma el primer caso de CORONAVIRUS en San Paulo.

Cualquier otro estadista ingenuo, de esos que creen que la Tierra es esférica, estaría preocupado con la salud pública, pero el “priapista” piensa con el falo y sabe que eso de tenerle miedo a un virus es cosa de afeminados y de miltiantes de ONGs ambientales.

Por eso convoca este 15 de marzo a una marcha contra el congreso, contra el pueblo y contra la democracia para salvar a Brasil.

¡Hasta la semana que viene cancela Netflix, suscríbete a la realidad!

INFORME SEMANAL 

14 a 21 de fevereiro de 2020

 

Por Murguista de Aquinão

Olá amigos, mais uma semana se passa e o mundo continua girando. Para todos aqueles que não têm Netflix, existe a vida real.

Na coluna de hoje, veremos:

Amar a uma mulher sem orifícios

  • Aniversario Golden shower

  • Hans River boi de piranha

  • Até tu Silvio!

  • Quem com ferro mata… tem cheiro de impeachment

  • Greve da polícia.

  • Seu pai mente para você (escritora convidada María Luisa de Francesco Salto – Uruguai).

AMAR UMA MULHER SEM ORIFÍCIOS

Alguns anos atrás, a frase controversa de Chico Buarque “como amar a uma mulher sem orifícios” foi amplamente debatida: era de mau gosto ou uma genialidade poética? Pelé também teve a sua vez com umas declarações fora do lugar, foi quando recebeu uma grande crítica do atual senador Romário: calado Pelé é um poeta!

Mas esse era a época do PT quando ainda existia literatura nos programas de educação do governo, tudo isso foi deixado para trás por Bolsonaro que conseguiu  superar Chico Buarque e Pelé.

Diante das acusações sem evidência do cafajeste Hans River – de que a jornalista Patrícia Campos Mello lhe teria oferecido sexo em troca de informações – e repetida pelo papagaio Bolsonaro Jr., o Presidente decidiu punir o bom gosto de maneira inequívoca ao declarar; “aquela jornalista está doida para dar o furo só para me prejudicar!”

ANIVERSÁRIO DO GOLDEN SHOWER

Pensar que Bolsonaro no ano passado, nesta mesma época, estava compartilhando um vídeo de uma “Chuva de Ouro” no Twitter para mostrar o quão baixo o respeito pela moral da família tradicional brasileira havia caído. O anti-poeta Bolsonaro, anti-beleza, “imbrochável”, que ama homens de masculinidade dura e ereta, mais uma vez demonstra que sempre é possível cair mais baixo.

Para o qual temos umas perguntas: como Bolsonaro nos aconteceu? Em que momento essa figura infeliz se estabeleceu como um salvador da pátria? Nós fomos contra nosso próprio bem estar por quê?

HANS RIVER BOI DE PIRANHA

Voltando ao cafajeste Hans River, um mentiroso e perjurista profissional, temos a crônica de um fim anunciado: ele será preso. O boi de piranha tem os dias contados pelo relógio da justiça que já fez o pedido de perda do sigilo de seus movimentos bancários e telefonemas.

Ao longo de sua declaração na CPMI das Fakenews foi evasivo e não deu nenhuma resposta coerente ou pelo menos direta. Ele foi seu próprio delator, mas certamente não será premiado, porque no final ele não passa de um objeto descartável.

A única utilidade que ele tem para o clã Bolsonaro é ser um elemento de identificação de uma massa-não-crítica que acredita em notícias falsas. Já cumpriu esse papel agora será sacrificado.

ATÉ TU SILVIO

Silvio Santos ia lançar uma remake do famoso programa “Semana do Presidente” da época da ditadura brasileira, que fazia um relatório semanal de cinco minutos destacando as coisas boas feitas pelo governo. Não se sabe por quê, no último momento, ele cancelou a ideia.

Muitos dizem que foi por causa da crescente obsessão de Bolsonaro em atacar a imprensa e alguns também afirmam que cinco minutos é muito tempo para falar sobre as coisas boas do governo.

QUEM COM FERRO MATA… TEM CHEIRO DE IMPEACHMENT

O fantasma do impeachment voltou ao horizonte político. Quebra de decoro? Ligações com as milícias? Obstrução da justiça?

Quebra de decoro: as declarações que já mencionamos em relação à jornalista Patrícia Campos Mello.

Ligações com a milícia: queima de arquivo, a morte de Adriano da Nóbrega.

Obstrução da justiça: MANIPULAÇÃO DAS PROVAS NO CASO DO ASSASSINATO DE MARIELLE FRANCO.

Quem com ferro mata com ferro morre, quem vota castigo recebe castigo. Como chegamos a isso? O que estávamos pensando quando colocamos esse homem na presidência?

GREVE DA POLÍCIA NO CEARÁ

O Ceará tornou-se palco de um filme de terror misturado com um farwest. O senador licenciado Cid Gomes, irmão do candidato presidencial Ciro Gómez, levou dois tiros no peito ao tentar entrar com um trator de retro escavação em um motim da polícia militar. Ele sobreviveu e já recebeu alta. Foi decretada a intervenção militar para resolver o problema.

Esses são só alguns dos eventos surreais que aconteceram nesta semana apenas para entrar no clima do carnaval. Até a próxima semana, cancele a Netflix e assine a realidade!

Seu pai mente para você

Nesta seção, convidamos a escritora Salteña (Salto – Uruguai) María Luisa de Francesco, especializada em literatura infantil e juvenil, a desmascarar certos conceitos ideológicos transmitidos pelos contos de fadas. Nós temos que alertar: seu pai mente para você, ele sempre mentiu!

Mas, o recreio acabou, o patriarcado tem seus dias contados e, nesta seção, começaremos a narrar a história verdadeira. Continue lendo!

A HISTÓRIA DE CONTOS DE FADAS, SEXISMO E REPRESSÃO.

por María Luisa de Francesco, escritora especializada em literatura infantil e juvenil

Os contos de fadas tradicionais nos foram legados – em diferentes embalagens e tamanhos – por culturas europeias que colonizaram a América Latina. Eles ganharam popularidade e permaneceram porque, sem dúvida, são clássicos da literatura universal. Datam do século XVII e sofreram várias transformações desde suas versões originais.

São da época em que as crianças eram consideradas adultos em miniatura; portanto, não foram escritas literalmente para eles, mas para as pessoas em geral. Imagine uma família que trabalha para seu senhor feudal sem parar e, ao redor do fogo, as lendas vão adquirindo vida para suavizar as tarefas. Sempre havia algum contador de histórias!

Assim, elas nasceram e não podemos entender esses contos  sem pensar nas necessidades e dificuldades que a sociedade tinha nessa época.

Uma mulher que não era escrava, era da nobreza, não tinha outra possibilidade. É por isso que o famoso príncipe azul percorre todas as histórias. As fadas já haviam nascido no Oriente antes de Cristo e chegaram à Europa em viagens comerciais – em geral os europeus não inventaram nada, a maioria das histórias se origina no Oriente -. Mas elas foram transformadas e adaptadas aos seus costumes e religiões.

O sexismo prevalece nessas histórias? Sem dúvida, porque é um momento muito repressivo para as mulheres. A repressão? Também sem dúvidas. Mas a máxima repressão foi a censura permanente dos contos de fadas, até chegar à versão Disney, a primeira versão animada deles, que é o que gerações sabem desde os anos 1960.

ORALIDADE

Os contos de fadas foram trazidos em parte do Oriente e também eram tradição da orilatura popular, ou seja, lendas da roça europeia que foram se transformando à medida que eram narradas, talvez algumas delas até tenham, na sua origem, uma pequena veracidade.

A proposta dessa seção é: vamos conhecer os originais – ou pelo menos a diferença essencial que existe nas versões atuais – e tirar nossas próprias conclusões.

Chapeuzinho Vermelho nunca é salva por um guarda florestal e sua morte não é acidental, ela também a deseja. Cinderela nunca teve uma fada madrinha, seu final é sangrento e ela poderia ter sido uma mulher vingativa. Branca de Neve tem mais tom de lenda do que as outras histórias e no final, também é sangrenta de sua parte em relação à madrasta. A Bela Adormecida é uma história que, como você conhece, começa onde a Disney termina … e tantas outras.

A causa? Sem dúvida, religião, castração de personagens femininas (também dos masculinos). O sexismo reduziu elas a pequenas histórias sedativas, onde a mulher é dócil e boa até o fim.

Muitas dessas explicações foram encontradas no livro “Psicanálise dos Contos de Fadas” de Bruno Bettelheim, que mudou a maneira de ver esses contos antes da primeira censura.

A proposta é aprender mais sobre os originais dessas histórias e analisar a censura que elas sofreram e o motivo. Portanto, não perca a próxima edição de A Imensa Minoria – arte, mercado e filosofia, na qual contaremos a verdadeira história de “Chapeuzinho Vermelho”.

E não esqueça que seu pai mente para você!

INFORME SEMANAL

 14 al 21 febrero 2020

Por Murguista de Aquinão

Hola amigos una semana más que pasa y el mundo sigue andando. Para todos aquellos que no tienen Netflix existe la vida real.

En la columna de hoy veremos:

  • Amar a una mujer sin orificios

  • Aniversario Golden Shower

  • Hans River carne de cañón

  • Hasta tú Silvio!

  • El que a hierro mata.. hay olor a impeachment

  • Huelga de policías;

  • Tu padre te miente por María Luisa de Francesco, escritora especializada en literatura infantojuvenil

AMAR A UNA MUJER SIN ORIFICIOS

Hace unos años ya que la controvertida frase “cómo amar a una mujer sin orificios” de Chico Buarque fue ampliamente debatida sobre si era de mal gusto o una genialidad poética. Pelé también tuvo lo suyo con declaraciones fuera de lugar cuando obtuvo una gran crítica del actual senador Romario: ¡Pelé callado es un poeta!

Pero eso era la época del PT cuando todavía existía la literatura en los programas de educación del gobierno, todo eso quedó atrás, Bolsonaro superó a Chico Buarque y a Pelé.

Frente a las denuncias sin pruebas del fiolo Hans River – que la periodista Patricia Campos de Mello le habría ofrecido sexo a cambio de informaciones – y repetidas por el loro Bolsonaro Jr., el presidente decidió castigar el buen gusto de forma inequívoca declarando; ¡esa periodista está loca de ganas de dar el agujero para perjudicarme! (juego de palabras – por suerte – intraducible ya que furo significa tanto agujero como primicia).

ANIVERSARIO GOLDEN SHOWER

Pensar que Bolsonaro el año pasado en esta misma época estaba compartiendo por Twitter una video de un “Golden Shower” para demostrar cuán bajo había caído el respeto por la moral de la familia tradicional brasilera. El anti-poeta Bolsonaro, el anti-belleza, el “priapista” que ama hombres de virilidad dura y erecta, nuevamente nos muestra que siempre se puede caer más bajo.

A lo que nos queda la pregunta: ¿cómo nos pasó Bolsonaro? ¿En qué momento esa figura nefasta se instaló como un salvador de la patria? ¿Por qué nos hicimos eso?

HANS RIVER CARNE DE CAÑON

Volviendo al fiolo Hans River, mentiroso y perjurista profesional, tenemos la crónica de un final anunciado: irá preso. Carne de cañón tiene los días contados por el reloj de arena de la justicia que ya realizó el pedido de pérdida de sigilo de sus movimientos bancarios y sus llamadas telefónicas.

Durante toda su declaración en la CPMI de las Fakenews fue evasivo y no dio ni una respuesta coherente o, por lo menos, directa. Él fue su propio delator, pero con seguridad no será premiado, porque en el fondo es nada más que un objeto descartable.

La única utilidad que tiene para el clan Bolsonaro es ser un elemento de identificación de una masa no-crítica que cree en las fakenews. Ya cumplió ese papel ahora será sacrificado.

HASTA TÚ SILVIO

Silvio Santos iba a estrenar un remake “La semana del Presidente” famoso programa de la época de la dictadura brasileña que tenía como objetivo realizar un informe semanal de cinco minutos destacando las cosas buenas realizadas por el gobierno. No se sabe por qué a último momento canceló la idea.

Muchos dicen que fue por la obsesión creciente que Bolsonaro tiene por atacar a la prensa y, algunos también afirman que cinco minutos era mucho tiempo para hablar de las cosas buenas del gobierno.

EL QUE A HIERRO MATA… HAY OLOR A IMPEACHMENT

El fantasma del impeachment se instaló nuevamente en el horizonte político. ¿Quiebra de decoro? ¿Vinculaciones con las milicias? ¿Obstrucción de la justicia?

Quiebra de decoro: las declaraciones que ya mencionamos en relación a la periodista Patricia Campos de Mello.

Vinculaciones con la milicia: quema de archivo de la muerte de Adriano da Nobrega.

Obstrucción de la justicia: MANIPULACIÓN DE LA PRUEBA EN EL CASO DEL ASESINATO DE MARIELLE FRANCO.

El que a hierro mata a hierro muere, quien vota castigo, castigo recibe. ¿Cómo llegamos a esto? ¿En qué estábamos pensando cuando pusimos a este hombre en la presidencia?

HUELGA DE POLICÍAS

Ceará se volvió escenario de una película de terror mezclada con farwest. El senador licenciado Cid Gomes, hermano del candidato a presidente Ciro Gómez fue baleado dos veces en el pecho cuando trataba de entrar en un tractor de retro excavación en un motín de policías militares. Sobrevivió y ya le dieron el alta. Fue decretada la intervención militar para resolver el tema.

¡Estos son solo algunos de los hechos surreales que sucedieron esta semana solo para entrar en el clima del carnaval. Hasta la semana que viene, cancela Netflix, y suscríbete a la realidad!

Tu padre te miente

En esta sección hemos convidado a la escritora salteña (Salto – Uruguay) María Luisa de Francesco, especializada en literatura infantojuvenil, para desenmascarar ciertos concepto ideológicos trasmitidos a través de los cuentos de hadas. Tenemos que decírtelo; ¡tu padre te miente,  siempre te mintió!

Pero, se terminó el recreo, el patriarcado tiene sus días contados y en esta sección comenzaremos a relatar la verdadera historia. ¡Continúen leyendo!

LA HISTORIA DE LOS CUENTOS DE HADAS, EL SEXISMO Y LA REPRESIÓN.

por María Luisa de Francesco, escritora especializada en literatura infantojuvenil

Los cuentos tradicionales de hadas nos fueron legados por las culturas europeas que colonizaron Latinoamérica en distintos envases y tamaños. Fueron adquiriendo popularidad y se quedaron para siempre porque, sin dudas, son clásicos de la literatura Universal. Datan del siglo XVII y sufrieron varias transformaciones desde sus versiones originales.

Son de la época en que los niños/as se consideraban adultos en miniatura, por lo tanto, no fueron escritos literalmente para ellos sino, para las personas en general. Imaginemos una familia que trabajaba para su señor feudal sin parar, alrededor del fuego las leyendas adquirían vida para amenizar la faena. Siempre existía alguien que las contaba.

Así nacieron y no puede pretenderse de esas historias otra naturaleza que las necesidades y dificultades que esa sociedad tenía.

Una mujer que no era esclava, era de la nobleza, no tenía otra posibilidad. Por eso ese famoso príncipe azul anda por todos los cuentos. Las hadas ya habían nacido en Oriente antes de Cristo, y llegaron a Europa en los viajes comerciales – en general los europeos no inventaron nada, la mayoría de las historias tienen origen en Oriente -. Pero sí fueron transformadas y adaptadas a sus costumbres y religiones.

¿El sexismo impera en estos cuentos? Sin dudas porque es una época muy represiva para la mujer. ¿La represión? También sin dudas. Pero la máxima represión fue el recorte permanente de los cuentos de hadas, hasta llegar a la versión Disney, la primera versión animada de ellos, que es la que conocen las generaciones a partir de la década de los 60.

LA ORALIDAD

Los cuentos de hadas fueron traídos en parte de Oriente y también, eran orilatura popular, leyendas del campo europeo que se fueron transformando a medida que se narraban generación tras generación, tal vez, incluso, alguna de ellas, tuvo un origen pequeño de veracidad.

La propuesta para esta sección es: conozcamos los originales – o por lo menos, la diferencia esencial que existe con las versiones actuales – y saquemos nuestras propias conclusiones.

Caperucita jamás es salvada por un guarda bosques y su muerte no es casual, ella también la desea. Cenicienta no tuvo nunca un hada madrina, su final es sangriento y ella pudo ser una mujer vengativa. Blancanieves tiene más tono de leyenda que los otros cuentos y el final, también resulta sangriento de parte suya hacia la madrastra. La Bella Durmiente, es un cuento que, como ustedes lo conocen, comienza donde Disney lo termina…y así otros tantos.

¿La causa? Sin dudas religión, castración de los personajes femeninos (también masculinos). Sexismo que fue dejando estos cuentos reducidos a pequeños relatos almibarados, donde la mujer es dócil y buena hasta el fin.

Muchas de estas explicaciones se encontraron en el libro “Psicoanálisis de los Cuentos de Hadas” de Bruno Bettelheim, que cambió la forma de ver estos cuentos ante la primera censura.

La propuesta es ir conociéndolos más de cerca sus versiones originales, analizar la censura que sufrieron y el porqué de ella.

Por eso no se pierdan el próximo número de A Inmensa Minoría – arte, mercado & filosofía, en el que contaremos la verdadera historia de “Caperucita Roja”.

¡Y no te olvides de que tu padre te miente!

INFORME SEMANAL 

8 a 14 de fevereiro de 2020

Por Murguista de Aquinão

Olá amigos, mais uma semana se passa e o mundo continua girando. Para todos aqueles que não têm Netflix, existe a vida real. Na coluna de hoje, veremos:

  • Um novo super-herói O “Imbrochável”. Revelamos seu secreto;

  • Alexandre Frota o herói menos pensado

  • O cafajeste, o papagaio e a jornalista – sobre a CPMI das fake news;

  • E falando da Disney o …peraí peraí peraí de Guedes.

Um novo super-herói O “Imbrochável”. Revelamos seu secreto!

É possível manter uma ereção o tempo todo? Sim, é claro, de acordo com os cientistas só é preciso introduzir algum objeto duro através do reto para, dessa forma, estimular a próstata e manter a ereção indefinidamente.

Portanto, já descobrimos o método que o “Imbrochável” usa para não mostrar fraqueza, porque todo mundo sabe que um pau duro, para o atual governo, é a principal virtude que busca em seus colaboradores.

Certamente, muitos dirão que é uma metáfora; nesse caso, a regra é a mesma que os cientistas dizem: introduza um objeto rígido, metaforicamente falando, através do reto metafórico para estimular, metaforicamente, a próstata e manter a metafórica ereção indefinidamente.

Alexandre Frota o herói menos pensado

O ex-modelo, ator pornô, atleta e atual deputado do PSDB tornou-se o herói menos pensado. Alexandre Frota integra a CPI das Fakesnews, responsável por controlar pressões e assédio por meio das redes sociais.

Graças a Frota, declarado oponente de Bolsonaro por pensar que o atual presidente não cumpriu as suas promessas de campanhas – depois de apoiá-lo nas eleições – tornou-se público quem é Luiz Galeazzo, candidato do governo a diretor da Secretaria de Comunicações.

“Ajudei a escolher Bolsonaro, foi ele quem me permitiu me eleger como deputado, porque eu acreditava nele, mas nesta CPMI vamos dizer a verdade, não é uma brincadeira, essa CPMI é séria.” disse Frota.

No mesmo dia, Frota postou imagens de Luiz Galeazzo em um “menage a troi” em seu twitter e também divulgou comentários profundamente ofensivos contra as mulheres que Galeazzo fazia nas redes do estilo “Não vou colocar meu pau na sua vagina porque você não merece”.

Luiz Galeazzo, misógino e, particularmente, gordofóbico, é o tipo de homem que tira suspiros da família Bolsonaro: branco, rico, com músculos definidos e machão, tem todas as características para ocupar um alto cargo num governo que ama os homens.

O cafajeste, o papagaio e a jornalista – sobre a CPMI das Fakenews;

Dizem que o diabo sempre quer aparecer em alguns detalhes, que seu principal pecado é a sua vaidade, ele não sabe ser invisível, sempre quer assinar seu trabalho. É como a teoria criminal, o culpado sempre quer ser descoberto. Foi o que aconteceu na CPMI das FakeNews.

Malandro é malandro e mané é mané

A testemunha chave Hans River provou que o velho samba que diz: “mané é mané” é muito verdadeiro. O boi de piranha foi enviado ao frente de batalha em uma péssima estratégia do clã Bolsonaro, demonstrando sua grande vocação para o ridículo.

Somente a equipe de Mauricio Macri, na Argentina, poderia ter o mesmo desempenho ou pior que o clã Bolsonaro no Brasil. A direita regional compartilha o mesmo culto à ignorância e à ineficiência.

O cafajeste

Hans River começou com o pé direito sua vocação de “mané”. Quando a relatora do CPMI fez a primeira pergunta, ele respondeu: “Menina, se eu contar às coisas que eu sei…” Ao que foi rapidamente advertido por falta de respeito. Com um visual cafajeste dos anos 70, foi se afundando cada vez mais durante as 5 horas de sessão.

O ponto máximo foi quando o “mané” declarou que a jornalista Patricia Campos de Mello havia proposto sexo em troca de informações: “ela se insinuou quando eu a rejeitei”.

O papagaio

Em seguida, o deputado Bolsonaro tomou a palavra e, obviamente, sem provas, disse que não duvidava que a jornalista Patrícia Campos de Mello houvesse se insinuado e repetiu todo esse discurso vazio que, obviamente, não faz mais que expor sua natureza machista e misógina.

A jornalista

A jornalista Patricia Campos de Mello, como uma excelente profissional, documentou todo o processo, por isso não demorou mais de 5 minutos para desmascarar a FakeNews apresentada pelo “mané” e repetida pelo “papagaio” na CPMI contra o FakeNews.

O herói menos pensado 2

Novamente Alexandre Frota, cada vez mais decidido a se distanciar de Bolsonaro, direcionou suas críticas à bancada do PSL que defendeu o mané Hans River. “Corja de mentirosos, falsos moralistas e hipócritas que estavam aqui ontem. Inconsequentes e covardes. Assistimos a um sujeito tendencioso, mentiroso, um falso moralista engraçadinho que fez graça com quem aqui estava. Um covarde chamado Hans River que atacou a jornalista Campos Mello, que fez da CPMI um circo, aplaudido por aquela turma da Disney que fica aqui”, disse.

E falando da Disney… o peraí peraí peraí de Guedes

“Turismo todo mundo indo para Disneylandia, empregada doméstica indo para Disneylandia, peraí, peraí, peraí…, vai passear aí em Foz do Iguaçu, vai passear no Nordeste que está tão cheio de praias bonitas,  vai conhecer o Brasil…

Guedes o gato manco

Guedes passou suas férias em Miami, é claro que ele não é uma empregada doméstica e, em declarações posteriores, tentou minimizar o problema dizendo:
“Eu não quis dizer isso, queria dizer que todo mundo estava indo para a Disney, incluindo às classes sociais mais…”.

Ele não conseguiu dizer o adjetivo: classes sociais mais…? Pobres? Injustiçadas? Não conseguiu terminar a frase, tentou disfarçar e continuou falando.

Gato manco não consegue mesmo tampar a cagada.

Outra característica das fobias da equipe do governo, sexista, racista, misógino, gordofóbico e aporofóbico, isto é rejeição aos pobres.

O início do fim

Coincidentemente em 2016 Javier Gonzáles Fraga, na época presidente do banco Nación de Argentina, fazendo referencia ao governo de Cristina Kirchner, fez um comentário semelhante: “ela fez acreditar que um funcionário médio, com seu salário médio, poderia comprar telefones celulares, televisores de plasma, carros, motocicletas e viajar para o exterior”. Essa declaração marcou o inicio do fim do governo Macri.

Até a semana que vem, saia do Netflix e assine com a realidade!

INFORME SEMANAL

 8 al 14 febrero 2020

por Murguista de Aquinão

Hola amigos una semana más que pasa y el mundo sigue andando. Para todos aquellos que no tienen Netflix existe la vida real. En la columna de hoy veremos:

  • Un nuevo súper héroe “El Priapista” revelamos su secreto;

  • Alexandre Frota el héroe menos pensado;

  • El fiolo, el loro y la periodista – resumen de la CPMI de las fake news;

  • Y hablando de Disney el “peraí, peraí, peraí” de Guedes;

Un nuevo súper héroe “El Priapista” revelamos su secreto

¿Es posible mantener la erección todo el tiempo? Sí, por supuesto, según los científicos introduciendo algún objeto duro por el recto es posible estimular la próstata y mantener la erección indefinidamente.

Por lo tanto ya hemos descubierto el método que “El Priapista” utiliza para no mostrar debilidad, porque todos sabemos que un palo duro, para el actual gobierno de Brasil, es la principal virtud que busca en sus colaboradores.

Por supuesto, muchos dirán que Bolsonaro quiso utilizar una metáfora cuando dijo “Eu sou imbrochavel – en español Mi pene nunca reposa” (La traducción más próxima que encontramos para ese modismo), en ese caso la regla es la misma aseguran los científicos: introducir algún objeto duro, metafóricamente hablando, por el recto metafórico para estimular, metafóricamente, la próstata y mantener la erección metafórica indefinidamente.

Alexandre Frota el héroe menos pensado;

El ex modelo, actor porno, deportista y actual diputado por el PSDB se convirtió en el héroe menos pensado. Frota integra la CPMI de las Fakenews encargada de controlar las presiones y acosos por medio de las redes.

Gracias a Frota, declarado opositor de Bolsonaro – después de haberlo apoyado en las elecciones – por pensar que el actual presidente no cumplió sus promesas, se hizo público quién es Luiz Galeazzo, el candidato del gobiernos para ser director de la Secretaria de Comunicaciones.

“Yo ayudé a elegir a Bolsonaro, fue él que me posibilitó elegirme diputado, porque creía en él, pero en esta CPMI vamos a decir la verdad, no es un juego, esta CPI es seria”.

En el mismo día Frota publicó en su twitter imágenes de Luiz Galeazzo en un “menage a troi” y también expuso comentarios profundamente ofensivos contra las mujeres que Galeazzo realizaba en las redes, del estilo “no voy a meter mi palo en tu vagina porque no lo mereces”.

Misógino y, particularmente, gordofóbico, Luiz Galeazzo es el tipo de hombre que arranca suspiros de la familia Bolsonaro: blanco, rico, con músculos definidos y machista tiene todas las características para un gobierno que ama los hombres.

El fiolo, el loro y la periodista – Resumen de la CPMI de las Fakenews;

Dicen que el diablo siempre se evidencia en algún detalle, ese es su principal pecado, su vanidad, no sabe ser invisible, siempre quiere firmar su obra. Es como la teoría criminalística, el culpable, en el fondo, siempre quiere ser descubierto. Fue lo que pasó en la CPMI de las FakeNews.

Malandro é malandro y mané é mané (el vivo es vivo, el gil es gil)

El testigo clave Hans River demostró que es muy cierto el viejo samba que dice: “mané é mané (gil es gil)”. Carne de cañón fue mandado al frente en una pésima estrategia del clan Bolsonaro que demostró su gran vocación por el ridículo.

Solo el equipo de Mauricio Macri, en Argentina, podría tener un desempeño igual o peor al del clan Bolsonaro en Brasil. La derecha regional comparte el mismo culto a la ignorancia y a la ineficiencia.

El fiolo

Hans River comenzó con el pie derecho su vocación de “gil”. Cuando la relatora de la CPMI le hizo la primera pregunta respondió: “Menina, si te cuento las cosas que yo sé…” A lo que fue rápidamente advertido por desacato. Impresentable, con un look fiolo años 70 fue hundiéndose cada vez más durante las 5 horas de sesión.

El momento álgido, fue cuando el “punto” declaró que la periodista Patricia Campos de Mello le había propuesto sexo a cambio de información: “ella se me insinuó cuando yo la rechacé”.

El loro

Acto seguido tomo la palabra el diputado Eduardo Bolsonaro y, obviamente, sin ninguna prueba, manifestó que no dudaba que la periodista Patricia Campos de Mello se hubiera insinuado. Repitió toda la perorata que obviamente no hace más que exponer su índole machista y misógina.

La periodista

La periodista Patricia Campos de Mello, como una excelente profesional, había documentado todo el proceso, por lo que no llevó más de 5 minutos hacer caer la FakeNews presentada en la CPMI contra las FakeNews.

El héroe menos pensado 2

Una vez más, Alexandre Frota, cada vez más decidido a distanciarse de Bolsonaro, dirigió sus críticas a la banacada del PSL que defendió a Hans River el “gil”. “Una banda  de mentirosos, falsos moralistas e hipócritas que estuvieron aquí ayer. Irresponsables y cobardes. Vimos a una persona mentirosa, un moralista falso y atrevido que se burló de los que estaban aquí. Un cobarde llamado Hans River que convirtió esta CPMI en un circo y atacó a la periodista Patricia Campos Mello y, además, fue aplaudido por esa pandilla de la Disney que está ahí”, manifestó señalando para la bancada del PSL.

Y hablando de Disney el “peraí peraí peraí” de Guedes

Turismo, todo el mundo yendo a Disneylandia, las empleadas domésticas yendo a Disneylandia, “Peraí, Peraí, Peraí” (modismo que significa algo así como “qué es eso, qué es eso, qué es eso”), que vayan a pasear a Foz de Igauzú, que vayan al Nordeste que tiene hermosas playas, que vayan a conocer Brasil.

Gato rengo

Guedes pasó sus vacaciones en Miami, por suspuesto, él no es empleado doméstico, y en declaraciones posteriores trató de minimizar el tema diciendo:

“no quise decir eso, yo lo que quise decir es que todo el mundo estaba yendo para Disney, inclusive las clases sociales más…”.

No consiguió decir el adjetivo. Las clases sociales más…? Pobres? Oprimidas? Gato rengo no puede tapar la cagada.

Otra de las característica de las fobias del equipo de gobierno, machista, racista, misógino, gordofóbico y aporofóbico, esto es rechazo a los pobres.

El inicio del fin

Coincidentemente en 2016 Javier Gonzáles Fraga, entonces presidente del banco Nación de Argentina haciendo referencia al gobierno de Cristina Kirchner: “Le hiciste creer a un empleado medio que su sueldo medio servía para comprar celulares, plasmas, autos, motos e irse al exterior”. Esa declaración marcó el inicio del fin del gobierno Macri.

¡Hasta la semana que viene canela Netflix, suscríbete a la realidad!

INFORME SEMANAL

 1 a 7 de fevereiro 2020

O Instituto Imersão Latina e a produtora A Imensa Minoria começam uma parceria este ano para a produção de uma revista e também desta coluna bilíngue no site do Imersão Latina que será como um blog semanal destacando notícias com foco inicial em cobrir o processo eleitoral em Bolívia e o da reforma constitucional de Chile com textos informativos, mas também poéticos e de narrativas sensíveis. Colaboram com esta coluna escritores, jornalistas, artistas que integram o Imersão Latina, A Imensa Minoria e o Colectivo de Escritura Migrante.

Estreamos a coluna neste dia 7 de fevereiro hoje com a colaboração de Germán Milich, Brenda Marques, Jéssica Muñoz (Lorena Pizarro)

El Instituto Imersão Latina y la productora A Imensa Minoria comienzan una asociación este año para producir una revista y también esta columna bilingue en el sitio web de Imersão Latina, que será como un blog semanal que resaltará noticias con un enfoque inicial en cubrir el proceso electoral en Bolivia y el de la reforma constitucional de Chile con textos informativos, pero también narrativas poéticas y sensibles. Colabora con esta columna escritores, periodistas, artistas que integran la Imersão Latina, La Inmensa Minoría y el Colectivo de Escritura Migrante.

Abrimos la columna el 7 de febrero hoy con la colaboración de Germán Milich, Brenda Marques, Jéssica Muñoz y Cláudia Vaca.

Una vez más, Alexandre Frota, cada vez más decidido a distanciarse de Bolsonaro, dirigió sus críticas a la banacada del PSL que defendió a Hans River el “gil”. “Una banda  de mentirosos, falsos moralistas e hipócritas que estuvieron aquí ayer. Irresponsables y cobardes. Vimos a una persona mentirosa, un moralista falso y atrevido que se burló de los que estaban aquí. Un cobarde llamado Hans River que convirtió esta CPMI en un circo y atacó a la periodista Patricia Campos Mello y, además, fue aplaudido por esa pandilla de la Disney que está ahí”, manifestó señalando para la bancada del PSL.

El mal blanco

por Germán Milich

El mal “blanco”, la peste “blanca” venida de Europa, como decía Artaud: “ignoramos que para todo cuanto no sea Europa los blancos tenemos mal olor, tenemos un olor blanco, así como puede hablarse de un «mal blanco». Como el hierro enrojecido al blanco, todo lo excesivo es blanco y para muchas culturas el color blanco ha llegado a ser la señal de la más extrema descomposición”.

Bolivia y Chile eran las vedettes de todos los seminarios de economía en el que los brujos blancos europeos las mostraban como ejemplos de crecimiento económico. Todos aplaudían extasiados frente a la posibilidad de un argumento que le diera cauce a su ignorancia.

El mal blanco invadió nuestros sistemas de pensamiento tratando de imponer su patética parodia de la vida. En esa perspectiva se construyó una realidad política en la que nos gobierna el “mal” blanco. La peste blanca se impone como si fuese la verdad revelada, queriéndonos alejar de la vida.

Por eso iniciamos este espacio colorido donde el blanco es nada más que un color más o una ausencia de colores o la suma de todos ellos. En este espacio haremos nuestra cobertura periodística sobre el plebiscito en Chile el 26 de abril y las elecciones en Bolivia el 3 de mayo.

¡Continúe leyendo que es solo el comienzo!

Bolivia PACHAKUTI- IKANDIRE!

Todo el mundo opina sobre Bolivia, pero en realidad es poco lo que sabemos. Caemos en la trampa de la superstición europea de la derecha y la izquierda que vicia de nulidad nuestros pensamientos. Hablamos de dignificación de los pueblos originales pero les asignamos narrativas foráneas a su historia.

¿Qué sabemos de Bolivia? ¿Qué es lo que representa Evo Morales o, mejor aún, qué es lo que ya no representa? ¿Será que realmente nos importa lo que pasa en América Latina o es  nada más que una adrenalina al estilo Netflix para erotizar el tedio en los cubículos de nuestra existencia?

La situación política de Bolivia también es víctima de una lectura blanca, patriarcal y machista que simplifica los hechos y sus consecuencias limitándolos a la medida de su escaza visión de futuro.

No se trata de un golpe de estado, no se trata de un presidente depuesto, ni de una presidenta de facto, no se trata de relato, no se trata de una historia fantasiosa y megalómana de algún monje negro de un partido de derecha divulgada por medios de comunicación masiva. Tampoco se trata de dialéctica, ni de obreros del mundo, ni de lucha de clases, ni de Biblia, ni de espadas.

¡Se trata de PACHAKUTI – IKANDIRE!

Conformación de las listas

Tenemos las siguientes listas que participaran del circo electoral:

  1. Acción Democrática Nacionalista – Ismael Schabib

  2. Comunidad Ciudadana – Carlos Mesa Gisbert

  3. Creemos  – Luis Fernando “Macho” Camacho

  4. Libre – Jorge “Tuto” Quiroga Ramirez

  5. Frente Para la Victoria – Chi Hyun Chung

  6. Juntos – Jeanine Añez Chavez

  7. Movimiento al Socialismo – Luis Arce Catacora

  8. Partido de Acción Nacional  Boliviano – Feliciano Mamani

En nuestras próximas entregas iremos viendo uno a uno todos estos participantes, sabremos cuál es el payaso, cuál el domador, cuál el mago y cuál es el dueño del circo, sin olvidarnos que tenemos a un eyaculador precoz de codiname MACHO y un vicepresidente de dictador de codiname Tuto para aumentar el ridículo de esta farsa.

A primera vista lo que podemos decir es que solo hay una mujer lo que ya indica lo poco serio y retrogrado de este proceso.

¡Nos vemos la semana que viene!

Chile dispara a los ojos

Ave andina

Por Brenda Mar(que)s Pena – Pichi Uñun Zomo

En una de las montañas más altas del mundo vi un pájaro. Era colorido y fuerte, sus colores eran como fuego rojizo y a veces sutilmente naranja mezclado con un negro que daba el contraste que se veía en su belleza. ¿Era este pájaro hembra o macho? ¿Qué quiso decir en el momento de un sueño inusual? Miró a lo lejos, contemplando tal inmensidad, indicando que a veces estaba en Chile, a veces en Ecuador, después de todo, las fronteras impuestas por una dura historia de dominación no era algo que él reconociera, solo ese amplio espacio de aires andinos lo atraía.

Él o ella me visitó en un sueño en un viaje a Montevideo, Uruguay, que también lleva el nombre de un monte. Al buscar quién sería este pájaro, pronto descubrí que a él le gustaba volar alto, muy alto y ver todos los paisajes y movimientos de las personas desde arriba.

Era un mensajero y un pájaro sembrador, después de todo lo que vi en sus ojos como si fuera una cámara que filmaba el presente y el futuro. Cuando lo vi por primera vez en un viaje a Quito, la capital de Ecuador, estaba seguro de que era el pájaro de mis sueños y esta vez estaba pintado en algunas paredes y también aparecía en las artesanías de los pueblos indígenas de la región. Cuando lo encontré, nos miramos con una mirada familiar. Estaba en un mercado popular cuando lo vi y quería saber más sobre él preguntándole a la gente de allí, que me dijeron que era un pájaro brujo.

Fue increíble ver en las calles de la ciudad de Quito, una diversidad de indígenas representados en el arte mural: 13 etnias diferentes, incluida Shuar, a quien descubrí que tenía una representante muy importante que lleva el nombre de una diosa mitológica: Diana Atmaint.

La deidad de la luna y la caza, según la mitología griega, en la cultura ecuatoriana actual es líder de la poderosa Confederación de Nacionalidades Indígenas, que converge voces multilingües y multiculturales. Si ese pájaro fuera un pájaro hembra, Diana sería un buen nombre para ella, pensé, pero la búsqueda de quién era y su nombre aún tenía que continuar.

Seis meses después, las alas de un avión me llevaron a otro país andino: Chile, que también incluye a varios pueblos indígenas, pero uno en particular me cautivó desde la primera visita: los mapuche, un pueblo que resistió 300 años de dominación española, pero terminó perdiendo gran parte de sus tierras y extendiéndose por todo el territorio, muchos viviendo hoy en área urbana o Mapurbe, como aprendí de un poeta en uno de mis viajes.

Mapu significa tierra y Che gente. Y fue con estas personas de la tierra que gradualmente me conocí y me convertí en parte, descubriendo que de alguna manera yo era parte de esa gente. Hay quienes dicen que puede ser algo ancestral o incluso de otras vidas, solo sé que algo me llevó allí a amar a esa gente de la tierra y fortalecerme con su conocimiento cultural.

Esta vez, mi viaje de autodescubrimiento me llevó al III Encuentro Internacional de Escrituras Migrantes – Poética Transculturales, donde conocí a una mujer llamada Jessica, cuyo nombre de origen hebreo significa mirar y entonces ella me miró y me identificó como “pajarita”, diminutivo de pájaro hembra en español. Y dijo que me bautizaría en las aguas del Pacífico, en Isla Negra, una tierra donde los poetas y escritores Pablo Neruda y Vicente Huidobro, uno de los más grandes vanguardistas del siglo XX, descansan en paz.

Y así, regada por las aguas del Pacífico, con una mirada reveladora fui bautizada. Sin embargo, era necesario que un chamán me diese un nombre espiritual Mapuche. ¿Encontraría este nombre?

Esa misma noche, después de tocar la batería en el programa Alma Blues, al cierre del encuentro y un día antes de regresar a Brasil recibí la bendición chamánica y el nuevo nombre: Pichi Uñum Zomo.

¡Fui nombrada por un líder espiritual que solo sonrió cuando me llamó así, diciendo que yo era un pájaro fuerte! Y después de este viaje y experiencia trascendental, continuaré por los senderos de las montañas de Minas Gerais, donde nací y vivo, también migraré a otras montañas como “pajarita” cantando la poesía y el amor que me hacen volar.

 

“Por tus  ojos”  

(autora: Lorena Pizarro)

Homenaje a las víctimas (especialmente al estudiante  universitario Gustavo Gatica) mutiladas en sus ojos por perdigones disparados por los carabineros chilenos en las movilizaciones sociales permanentes.

Por tus ojos

pasaron millones de voces gritando al unísono “dignidad”.

Mientras en tus cuencas  estallaban los cristales rojos

cuerpos abrumados corrían por las avenidas

asediadas por la nube tóxica que envenena la vida.

En 300 lunas el tótem inmóvil testigo del horror

sostiene una y mil banderas celestes milenarias.

Cantan, vociferan mientras el material verdoso repugnante

se expande por todas  las calles de nuestras ciudades sitiadas.

Cánticos rememoran el exterminio reciente

ni las largas cabelleras, ni las marcas de la piel

pueden borrar la locura del omsizan.

Cada lugar reclama las vidas arrancadas

tallos nacientes en manos de la infame maquinaria del mal

cuerpos que se retuercen de dolor al oir su zumbido incesante

atraviesan arboledas y calles huyendo de las escaramuzas

juegos macabros aprendidos  desde el otro lado del mundo.

Quien sostuvo el maldito adminiculo

te atisbó a miles de centímetros

calculando sin error donde era tu centro,

disparándote con la frialdad de los hielos del olimpo.

No titubeó ni un instante para cegarte

era una forma de acallar tu conciencia

por millones que claman  frente a mesones

atiborrados de impotencias e indolencias.

Quienes pretenden apagar los fulgores

de nuestras altivas miradas

anhelantes de justicias

no detendrán la fuerza de la marea

que embiste a la bestia que traga

con sus verdades siniestras

Esas últimas imágenes que pasaron “por tus ojos”

son  millones de manos alzadas

esquirlas lacerantes que se expanden  por toda la tierra,

partículas  de corneas que  se elevan al firmamento

convirtiéndose  en infinitas estrellas

fulgurantes de noches oscuras

como testigos de una  memoria que persiste,

en el recuerdo de…

“cientos de ojos  pintados en el gran libro de las calles”

“Pelos teus olhos”

(autora: Lorena Pizarro)

Homenagem às vítimas (especialmente o estudante universitário Gustavo Gatica) mutiladas em seus olhos por balas disparadas pela polícia chilena nas mobilizações sociais permanentes.

Pelos teus olhos

passaram milhões de vozes gritando em uníssono “dignidade”.

Enquanto cristais vermelhos explodiam em tuas bacias

corpos abrumados corriam pelas avenidas

cercados pela nuvem tóxica que envenena a vida.

Em 300 luas, o totem testemunha imóvel de horror

carrega uma e mil bandeiras celestes.

Cantam, vociferam enquanto o material esverdeado e nojento

expande-se por todas as ruas de nossas cidades sitiadas.

Cantos comemoram o extermínio recente

nem as compridas cabeleiras,  nem as marcas na pele

conseguem apagar a loucura do omsizan.

Cada lugar reivindica vidas destruídas

- brotes nascentes – nas mãos da infame maquinária do mal

corpos que se contorcem de dor enquanto ouvem seu zumbido incessante

eles atravessam árvores e ruas fugindo de escaramuças

jogos macabros aprendidos do outro lado do mundo.

Quem segurou o amaldiçoado utensilho

te vislumbrou a milhares de centímetros

Calculando sem erro onde estava o teu centro,

atirando nele com a frieza do gelo do Olimpo.

Ele não hesitou nem por um momento em cegarte

era uma maneira de silenciar tua consciência

para milhões que choram na frente de pousadas

abarrotadas de desamparo e indolência.

Quem pretende desligar os fogo

dos nossos olhares altivos

que anseiam por justiça

não vai conseguir parar a força da maré

que ataca a besta que engole

com suas verdades sinistras

Essas últimas imagens que passaram “pelos teus olhos”

são milhões de mãos levantadas

lascas dilacerantes que se espalham por toda a terra,

partículas de córneas que sobem para o céu

tornando-se estrelas infinitas

deslumbrando a noite escura

como testemunhas de uma memória que persiste,

em “centenas de olhos pintados no grande livro das ruas” 

 

Las calles de una breve historia

Por Brenda Mar(que)s Pena
Pichi Uñum Zomo

Vi a un hombre llorar y con sus lágrimas derramó su dolor y sembró las semillas del recuerdo de una mujer que era indescifrable para él. Quería leer su piel como si fuera un libro y, en el silencio de las horas en que pasaba el tiempo, preguntó: “¿Cuántos días han pasado?” Ya no se enfrentaba a un tiempo cronológico, todo era indefinible como un nudo en la garganta. ¿Fue posible eliminar un hecho?

Entre las gotas de sus ojos que cayeron para nublar la visión, los recuerdos lucharon por permanecer y con la despedida buscó que las historias vividas pudieran sanar mientras el tiempo transformaba los recuerdos de hoy en día, yendo y viniendo en danzas de amor.

Vi una ciudad llorando con muchos ojos que ya no podían ver. Rompiendo el silencio con palabras que gotearon en el fondo, componiendo la música de lo invisible y haciendo que el paisaje fuese perceptible con los sonidos urbanos del espacio-tiempo donde todo es posible, a pesar de la falta de certeza, en una vida diaria de tenaces imprevistos.

Vi incertidumbre. Delante de mí, gestos sombríos iluminados por el fuego encendido por la ira de los voraces, mientras esperaba ver miradas, pero éstas fueron interrumpidas por la violencia y la revuelta, hasta que ya no pudieron ver, pero comenzaron a escuchar las voces de aquellos que gritaban con indiferencia. Atropellado por las experiencias. Mis entrañas explotaron con dolor subcutáneo, exigiendo más que la sensibilidad de los ojos que se cierran, mientras que otros se abren.

Vi los ojos de las mujeres secarse, mientras la leche de los senos se secaba, llena de comida para un nuevo ser. Los cuerpos femeninos susurrando mientras en el aire exhalaban el aroma de los líquidos secretados de placer y disfrute hasta que se vuelven del revés y se encuentran en los vacíos de un nuevo comienzo del viaje de búsqueda constante.


As ruas de uma história breve

Por Brenda Mar(que)s Pena
Pichi Uñum Zomo

Vi um homem chorar e com suas lágrimas despejava sua dor e semeava as sementes da memória de uma mulher que lhe era indecifrável. Queria ler sua pele como se fosse um livro e no silêncio das horas quando o tempo se passou indagou:  ”Quantos dias se foram?” Já não estava diante de um tempo cronológico, tudo lhe era indefinível como um nó na garganta. Seria possível apagar um fato? Entre as gotas de seus olhos que caiam embaçando a visão, as memórias lutavam para permanecer e com a despedida buscava que as histórias vividas pudessem curar enquanto o tempo transformasse o hoje juntando lembranças no vai e vem em danças de amores.

Vi uma cidade chorar com muitos olhos que já não podiam ver. Rompendo o silêncio com palavras que eram gotejadas ao léu, compondo a música do invisível e tornando perceptível a paisagem com os sons urbanos do espaço-tempo onde tudo é possível, apesar da falta de certeza, em um cotidiano de imprevistos tenazes.

Vi a incerteza em minha frente, sombrios gestos iluminados pelo fogo acendido pela cólera dos vorazes, enquanto esperei deparar com olhares, mas estes foram ceifados pela violência e revolta, até que não puderam mais ver, mas passaram a escutar as vozes dos que clamam rompendo com a indiferença atropelada pelas vivências. As entranhas explodindo a dor subcutânea, exigindo mais do que sensibilidade dos olhos que se fecham, enquanto outros se abrem.

Vi os olhos das mulheres secarem, como secam o leite dos seios antes fartos de alimento para um novo ser. Os corpos femininos segredando enquanto no ar exalava o perfume dos líquidos secretados de prazer e gozo até se virarem do avesso e se encontrarem nas lacunas de um recomeço da caminhada de busca constante.

 

A Imersa Minoria

Mal branco

por Germán Milich

O mal “branco”, a peste “branca” vinda da Europa, como Artaud disse: “ignoramos que, para tudo o que não é a Europa, os brancos têm um cheiro ruim, temos um cheiro branco, assim como podemos falar de um” mal branco”. Como o ferro candente branco, todo excesso é branco e, para muitas culturas, a cor branca se tornou o sinal da decomposição mais extrema. ”

Bolívia e Chile foram as estrelas de todos os seminários econômicos nos quais os bruxos brancos europeus as mostravam como exemplos de crescimento econômico. Todos aplaudiram em êxtase a possibilidade de uma discussão que dava vazão à sua ignorância.

O mal branco invadiu nossos sistemas de pensamento, tentando impor sua patética paródia da vida. Nessa perspectiva, uma realidade política foi construída na qual o “mal” branco nos governa. A praga branca é imposta como se fosse a verdade revelada, querendo que nos afastemos da vida.

Por isso, começamos esse espaço colorido em que o branco nada mais é do que mais uma cor ou ausência de cores ou a soma de todas elas. Neste espaço, faremos nossa cobertura jornalística do plebiscito no Chile em 26 de abril e das eleições na Bolívia em 3 de maio.

Continue lendo que é apenas o começo!

Bolívia PACHAKUTI- IKANDIRE!

Todo mundo pensa na Bolívia, mas, na realidade, pouco sabemos. Caímos na armadilha da superstição europeia, da direita e da esquerda que viciam de nulidade nossos pensamentos. Falamos em dignificação dos povos originais, mas atribuímos narrativas estrangeiras à sua história.

O que sabemos sobre a Bolívia? O que representa Evo Morales ou, melhor ainda, o que ele não representa mais? Realmente nos importamos com o que acontece na América Latina ou é apenas uma adrenalina no estilo Netflix para erotizar o tédio nos cubículos de nossa existência?

A situação política na Bolívia também é vítima de uma leitura branca, patriarcal e machista, que simplifica os fatos e suas consequências, limitando-os à extensão de sua escassa visão de futuro.

Não é um golpe de estado, não é um presidente deposto, nem um presidente de fato, não é uma narrativa, não é uma fantasia nem uma história megalomaníaca de algum monge negro de um partido de direita divulgada por meios de comunicação massiva. Também não é sobre dialética, ou trabalhadores do mundo, ou luta de classes, ou a Bíblia, ou espadas.

Trata se de PACHAKUTI – IKANDIRE!

Formação da lista

Temos as seguintes listas que participarão do circo eleitoral:

1. Ação Democrática Nacionalista – Ismael Schabib

2. Comunidade do Cidadão – Carlos Mesa Gisbert

3. Acreditamos – Luis Fernando Camacho “Macho”

4. Grátis – Jorge “Tuto” Quiroga Ramirez

5. Frente à Vitória – Chi Hyun Chung

6. Juntos – Jeanine Añez Chavez

7. Movimento ao Socialismo – Luis Arce Catacora

8. Partido Nacional de Ação Boliviano – Feliciano Mamani

Em nossas próximas parcelas, veremos todos esses participantes, um por um, saberemos qual é o palhaço, qual o domador, qual o mágico e quem é o dono do circo, sem esquecer que temos um ejaculador precoce do codinome MACHO e um vice-presidente de ditador do codinome Tuto para aumentar o ridículo dessa farsa.

À primeira vista, o que podemos dizer é que só tem uma mulher, o que já indica quão pouco sério e retrógrado esse processo é.

Até a próxima semana!

Chile atira nos olhos