PARANÁ PODE SEDIAR A PRÓXIMA EDIÇÃO DO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL EM 2009

Entidades representantes de vários segmentos e de movimentos sociais lançaram nesta quinta-feira (11) a candidatura de Curitiba para sediar a oitava edição do Fórum Social Mundial em 2009. A proposta do Paraná será apresentada pela UNE (União Nacional dos Estudantes) e pela Ubes (União Brasileira de Estudantes Secundaristas) durante a realização da sétima edição do fórum a partir do próximo dia 20 em Nairóbi, no Quênia, na África. Em carta anexa à proposta, o governador Roberto Requião reforça a candidatura paranaense.

“As atitudes que o governador Roberto Requião teve coragem de adotar na condução do seu governo credenciam o Paraná, em especial, Curitiba, sua capital, a sediar uma edição integrada do Fórum Social Mundial”, disse Lúcia Stumpf, secretária de Relações Internacionais da UNE, ao receber a carta-proposta no auditório da Biblioteca Pública do Paraná.

Além da UNE e Ubes, outras 30 entidades já assinaram a carta de apoio à candidatura de Curitiba, entre elas, a CUT, APP-Sindicato, UPE (União Paranaense de Estudantes), Uneap (União das Entidades Ambientalistas do Paraná), UBM (União Brasileira das Mulheres). Mais de 300 pessoas participaram do ato de lançamento da candidatura paranaense.

As atitudes de Requião, apontadas por Lúcia, vão da luta contra a privatização das estradas federais, contra a movimentação dos produtos transgênicos, pela produção do biodiesel, na defesa das empresas públicas. “São iniciativas boas que nascem no Paraná e que devem servir de exemplo ao Brasil e ao mundo”, completa Lúcia.

Segundo os signatários da proposta convergem ainda para uma ação global frente ao neoliberalismo as diferentes ações desenvolvidas no Paraná, tanto pela sociedade civil como pelo Governo do Estado. “Os esforços pela construção de um modelo de desenvolvimento auto-sustentado, com respeito à natureza, pela transformação do território paranaense em área livre dos produtos geneticamente modificados, a execução de programas de inclusão social, livre acesso à informação e comunicação e de uma educação emancipadora credenciam o Paraná como referência para os que se empenham na construção de um novo modelo de desenvolvimento”, diz trecho da carta.

A edição do fórum global será precedida no Paraná com a realização do Fórum do Mercosul que será realizado em Curitiba entre os dias 15 e 17 de julho em Curitiba. “Será um primeiro encontro que pretendemos reunir todos os países da América do Sul já que o continente vive experiências bens sucedidas em governos populares como os dos presidentes Lula (Brasil), Hugo Chavez (Venezuela), Néstor Kichner (Argentina), Tabaré Vasquez (Uruguai), Michele Bachelet (Chile) e Rafael Correa (Equador)”, disse Doático Santos, assessor especial de governo e coordenador do comitê pró-fórum.

O diretor da Biblioteca Pública do Paraná, Cláudio Fajardo, aponta ainda que as novas lideranças políticas que dirigem os países da América Latina começam a tornar realidade o sonho de integração do continente. “Além e por causa disso, a América Latina começa a ser vista pelo mundo como uma possibilidade alternativa de sociedade. E aqui, especificamente no Brasil, já convivíamos com a idéia de que seremos o berço de uma nova civilização mais justa, mais fraterna, mais generosa e libertária”.

A edição de janeiro da revista Fórum traz um especial com a história do Fórum Social Mundial contada desde o seu surgimento em 2001, na cidade de Porto Alegre. Neste número, você poderá ler entrevistas e depoimentos de personalidades que fazem parte do processo do FSM como José Saramago, Oded Grajew, Eduardo Galeano, Rigoberta Menchú, Edgardo Lander, Joseph Stiglitz e Tariq Ali.

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